- Boa vitória em Fortaleza. Mas não estou plenamente convencido com o rendimento do time. Uma coisa é estar satisfeito pelos resultados, já que a campanha até aqui, invicta, é incontestável. A outra é avaliar, racionalmente, que é grande a diferença entre o que um time com a qualidade desses jogadores produz e o que pode produzir.
- Tática. Talvez seja essa a explicação. A tática envolve a escolha dos jogadores, a distribuição deles em campo. Já tivemos quantidade suficiente de jogos para inocentar as desculpas de preparo físico e de desentrosamento.
- Apesar de tais pesares e de não ir em nada com a cara do Luxa, não vejo motivo para mudança de treinador. Seria radicalizar. Mas que fique claro: a partir do fim de abril, quando se decidirão o Estadual e a Copa do Brasil e iniciará o Brasileiro, a coisa vai ser bem mais complexa, as carnes de assadas não terão nada e o nível de exigência aumentará exponencialmente. Filme já visto e revisto.
- Luxa poderia cair, sim, pelo episódio Adriano. Fico dividido. Por um lado, me enerva o fato de pressões politiqueiras e clubescas que só apequenam o clube decidirem o destino do futebol. Isso apenas denota a vulnerabiidade institucional do CRF. Por outro, temo também que o Profexô já esteja extrapolando suas funções, vetando o cara sem ser essa a posição definitiva do clube. Sem clima, poderia sair (se levasse o Velloso, seria ainda melhor) e acabar com a prepotência em nosso comando.
- Mas, pelo visto, Luxa teve de moderar o discurso e passar a considerar o Imperador. Fosse há alguns anos, daria bye bye e aguardaria novo leilão por seu passe. Agora, ainda decadente e necessitado de um caneco para se reprojetar, provavelmente ficaria desempregado de clube grande por um tempo. Foi uma conveniente readequação de filosofia, digamos.
- A propósito: se é claro e nítido que o problema do Adriano é o álcool (problema médico mesmo, ao que parece), mestre Luxa ainda nos diz que vai tomar uma cerveja com ele na festa do R10? Bela demonstração de como vai recuperá-lo…