A Grande Maçã Rubro-Negra – Coluna de Paulo Lima (Eastchester,NY-EUA)

O respeito internacional e o saco de pancadas
(originalmente publicado no blog Mengão Sem Fronteiras, do site oficial do Flamengo)

“Caracas comemora desfalque de Adriano” – manchete do Globo Esporte.com

Noves fora os motivos da ausência do Imperador, já exaustivamente comentados pela imprensa e pela blogosfera, fato é que o Flamengo, depois de muito tempo, passa a ter referências internacionais – e de alto nível – em seu elenco.
 
Nas duas últimas participações rubro-negras na Libertadores (2007 e 2008), a equipe carecia de atletas cuja presença servisse de alerta máximo ao adversário, apenas por conta do renome mundial/continental e do passado de glórias. Eram jogadores não necessariamente com inexperiência sul-americana, mas principalmente sem “pedigree” em nível internacional.
 
O que quero dizer é que uma formação com Adriano e cia (acompanhado por Vágner Love, há não muito tempo frequente nas convocações; Léo Moura e Juan, com passagens recentes pela Seleção; Maldonado e Fierro, titulares da seleção chilena; Alvaro, Alvim e Ramon, com experiência internacional …) causa respeito antecipado que pode, quando de forma inteligente, ser bem explorado.
 
Melhor arcar com a responsabilidade de ser temido do que ser encarado como um time de ilustres desconhecidos pelos rivais.
 
Por outro lado, até sei que o futebol da Venezuela evoluiu nos últimos anos. Respeito é bom e eles gostam. Mas não sei porque, não consigo dissociar a seleção local da imagem de saco de pancadas nas Eliminatórias. Assim como os times locais. Na última vez que o Flamengo enfrentou um deles pela LIbertadores, fora de casa – Minerven (93) – o placar até que foi magro: 1 a 0, gol de Gaúcho. Mas o jogo em casa foi um massacre: 8 a 2, no Maracanã (com os impressionantes oito gols de jogadores diferentes: Morales(contra), Marcelinho, Gaúcho, Nélio, Gottardo, Marquinhos, Djalminha e Nilson) para um público de 4.402 pagantes (não sei porque não esqueci deste público). Me lembro da imagem de meu pai deitado nas velhas arquibancadas do Maraca (sem assentos), com o radinho de pilha num ouvido e tirando uma soneca sem igual…
 
Certamente teremos emoções mais fortes amanhã…

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