Arquivo do mês: março 2010

Um Rubro-Negro na Anã Paraguaia: Coluna do Lauro Melo (Adelaide-Austrália)

VAMOS FICAR NAS MANCHETES ATÉ O FINAL DO ANO!

Irmãos Flamenguistas,

Não adianta, galera, parece que o jogo foi ruim e o Mengão jogou mal mesmo! Digo parece porque não vi o jogo. Tava aqui no trabalho (lembrem do fuso, moro na Austrália) atolado de coisas pra fazer. Nem no computador acompanhando pela internet consegui ficar no primeiro tempo. Quando cheguei aqui, já tava 1 a 0 pra eles. Aí decidi fazer uma corrente positiva assistindo durante o almoço uns vídeos que a globo.com disponibilizou (“Jornalist chileno diz: Un. de Chile é o maior desafio do Fla” e “Libertadores de 1981 – Soto nega a Adílio pedra na mão”). Sempre bom ver notívias (atuais ou velhas) do Mengão. Até pra globo aliviar um pouco porque nos últimos dias foi só pressão no Mengão. Achei que seria um bom clima pra um empate ou até uma virada.

Infelizmente, aquela noite no Chile não era nossa. Acontece. Mas o time jogou malzão. Várias limitações. Isso pode acontecer mas não pode se repetir com freqüência, principalmente na Libertadores. Tá na hora do grupo se fechar de vez nesse objetivo. E treinando pra isso! Não gosto do massacre que foi feito essa semana com jogadores como o Love e o Adriano, mas também não dá pra dar motivo, principalmente não treinando e não mostrando vontade em campo. Agora vão começar as especulações pela imprensa, aposto. “Os problemas extra-campo (muitas vezes criados pela própria imprens) estão atrapalhando?”, “As regalias a alguns jogadores (essas criadas pela nossa diretoria e aceitas pela nossa comissão técnica) são prejudiciais?”, “Viajar no dia do jogo foi apropriado, ou foi menosprezar o jogo e o time adversário?”. Nessa última, não concordo. O jogo aconteceu em uma situação absolutamente atípica. O terremoto no Chile não foi dos mais comuns. Foi uma tragédia nacional, ainda recente. Situações extremas exigem atitudes extremas. Pode ter atrapalhado o desempenho de alguns jogadores? Pode, claro. Mas ia fazer o quê? Achei a atitude acertada. E essa derrota não é determinante pra gente na Libertadores. Os jogadores têm é que agora reconhecer que o Flamengo respeitou o receio deles em relação a ficar muito tempo no Chile. Agora que corram mais do que nunca nos próximos jogos no solo estável do Brasil! Mas sei que a imprensa vai explorar o assunto “só” mais um pouquinho…

Falando nisso, esse é o único lado bom dessa história pra nós, rubro-negros. Não sei como alguns torcedores de outros times podem dizer que o Mengão é o que é por causa do apoio da globo. Tudo bem querer fechar os olhos pra nossa imensa história pelo Brasil muito antes da globo surgir. Isso é de cada um. Mas e agora, vão dizer o quê? A globo tá fazendo tudo isso só pra fingir que não é flamenguista? Ah, qualé, a globo quer é verder mais jornal (ou mais cliques no site dela).

Vou sair de férias por duas semanas. Depois a gente vê o que rolou nesse tempo. Até porque vamos ficar nas manchetes até o final do ano, como sempre…

Saudações Rubro-Negras,

Lauro Melo

Flamengo em rede nacional nos Estados Unidos

E, enfim, o inesperado aconteceu!
 
Depois de ter anunciado a transmissão para o dia seguinte, às 11h, a Fox Esportes em Espanhol, emissora que detém os direitos de transmissão da Libertadores para o território norte-americano, decidiu voltar atrás e mostrar o jogo do Flamengo, hoje, em Santiago, ao vivo e a cores.
 
Isso pode significar que a grade anterior era apenas uma previsão e que ela, a partir de agora, poderá ser definida em razão das circunstâncias dos times brasileiros na competição.

Adesivo do Mengão em um carro numa cidadezinha de Nova York? Sinal de sorte para hoje

 

 

 
Fato mesmo é que o hexacampeão brasileiro é o melhor time do país na competição, com 100% de aproveitamento. O Corinthians, talvez nosso grande “rival” em termos de transmissão, já não desfruta desta condição: jogará no mesmo dia e horário que o Mengão, e, mesmo com Ronaldo em campo, teve seu jogo contra o Cerro Porteño preterido.

Agora, com Adriano e Love (em Caracas isso não aconteceu), teremos nossa representatividade internacional em seu nível máximo. Espero que sigamos vencendo para não abrir brecha para surpresas desagradáveis.
 
(Chega de internet. Eu quero meu Flamengo na TV!)

O desejo e o sonho

Cumprindo o que me propusera no início do ano, abandonarei a síndrome do rubro-negro-que-quer-sempre-mais e comentarei o jogo pelo jogo. E sem ler as outras opiniões.

PAULO LIMA. Eastchester (NY)

O Flamengo mostrou o espírito Libertadores.

Em primeiro lugar, discordo radicalmente de quem pode ter achado que o time não jogou bem. Fomos compenetrados, procurando explorar os erros rivais e esperando o momento certo para dar o bote. E foi o que aconteceu. Após os únicos 5 minutos do 1o tempo em que o Caracas nos dominou, conquistamos o pênalti. Gol de Love. Ufa.

Até acho que o Fla entrou relaxado na etapa final, deu espaços, levou bola no travessão em cobrança de falta e, por fim, padeceu com a discutível expulsão do Toró. Álvaro não vinha mal até tomarmos o empate, mas é injusto dizer que errou mais do que acertou. Ele e Fabrício se expuseram mais com um a menos, o que é natural.

A grande sacada do Andrade foi ter lançado o Angelim e sacado o brilhante mas já cansado Pet. O Herói do Hexa deu mais segurança à defesa, e mais: foi orientado a, mesmo compondo a linha de 3 zagueiros, adiantar a marcação, o que foi fundamental para não só evitar que os venezuelanos nos encurralassem, mas também levar o time à frente, e foi aí que o Penta, moroso até então, apareceu: 2 assistências para Love, 1 travessão e 1 gol. Alvim, grata surpresa, fechou a conta.

Agora, perguntem-me: o time foi taticamente maravilhoso? Apresentou um futebol cheio de alternativas e próximo do ideal? Todos renderam o que podem? Um triplo Não. Mas o mais valioso é que Andrade e time entenderam o espírito Libertadores, que passa por ler rapidamente o jogo durante seu transcurso e defender com frieza e atacar com inteligência. Entrar no jogo, do jeito que for, é mais muito mais importante do que pré-meticular as jogadinhas treinadas na semana. É saber inverter a lógica do time em horas adversas e manter ainda assim a sobriedade  (como competentemente fez nosso treinador com as expulsões nos dois jogos, o que espero não se repetir para o bem dos nossos corações).

São pequenas receitas, difusamente conhecidas, para o triunfo na América.

xxxxxxxxxx

Para não dizer que não falei de flores, o futuro é domingo. Sempre. Mas meu domingo não será feliz se o sacrifício completo de vencer o Vasco (nosso destino, seja qual for a nossa condição) condene a atuação de quarta que vem, no Chile, onde uma vitória nos colocará na rota para a melhor campanha da primeira fase. E não vamos aqui dizer que decidir em casa não é importante só porque nas últimas edições fomos eliminados no Maracanã. É uma analogia esdrúxula.

A Taça Rio é importante? Muito, é o único caminho para o desejado tetra (mais desejado do que sonhado, diga-se). Vencer o rival é importante? Muito, muito mesmo, é o que nos move como torcedor (sacaneá-los na segunda-feira, ora pois).

Mas meu entendimento é que apenas os inteiros devem começar o clássico.

Diferentemente do que se faz muito no Brasil – quando o cara é poupado, fica de folga e muitas vezes nem assistir o jogo vai – eu relacionaria todos os atletas, mas guardaria para o 2o tempo aqueles que mais se extenuaram na Venezuela. É uma forma de conservar o respeito ao adversário, sem criar um clima de “time misto”, de menosprezo, de prioridade à Libertadores. É só Andrade não revelar o time que irá a campo. Quando menos se espera, pronto: Vágner Love, Alvaro, Léo Moura, Pet e Kleberson, por exemplo, são vistos esquentando o banco, e só usados caso necessário.

Além do que, a formação ante o Bacalhau serviria para moldar o time para o confronto de Coquimbo. Por exemplo, eu abriria mão do Toró e lançaria o Alvim, que entrou bem como segundo volante. Lançaria o Michael como opção na armação de jogadas. E Adriano? Bem, é o grande jogo do cara. Com todas as atenções em torno do Imperador, pouco vai repercutir se o nosso técnico decidir não lançar mão da força máxima.    

Apenas como exercício, meu time para o clássico seria: Bruno (Marcelo Lomba), Everton Silva, Ronaldo Angelim, Fabrício e Juan; Williams, Rodrigo Alvim, Ramon e Michael; Vinicius Pacheco e Adriano. No banco, levaria Bruno (Lomba), Léo Moura, Alvaro, Maldonado, Kleberson, Pet e Love. Com esses 11 e os 7 titulares no banco, dá para dizer que estamos subestimando o Vasco?

De toda forma, acho que isso não vai acontecer. Apesar disso, vale a reflexão. Ambos são reais mas, no fim das contas, o tetra estadual é um desejo. O bi da Libertadores, um sonho.

Um Rubro-Negro na Anã Paraguaia: Coluna do Lauro Melo (Adelaide-Austrália)

MENGÃO É ISSO AÍ! 2

Irmãos Flamenguistas,

Resolvi usar esse título de novo pro texto de hoje porque me emocionei com uma notícia simples que vi antes do jogo da Libertadores. Digo simples porque pra gente, na nossa imensa torcida espalhada pelo mundo, isso é comum. Mas não deixa de ser motivo de orgulho pra todos nós, rubro-negros, toda vez que um novo exemplo aparece. Vejam só o depoimento do rubro-negro Hernan Barbosa (venezuelano filho de brasileiros):

“O principal é que vou ver o Flamengo e realizarei um sonho. O próximo será assistir a uma partida no Maracanã. Fico arrepiado só de ver pela internet as imagens da torcida no estádio.”

Não é esse o espírito do Mundo Flamengo? Aí fico lembrando de todas as notícias do Mengão que encheram páginas de jornais, blocos de telejornais e sites da internet nos últimos dias e decidi dizer de novo: “Mengão é isso aí!”. Não aquelas notícias. Somos uma nação (sem nacionalidade) espalhada pelo globo! E não escândalos e fofocas de imprensa. Lembremos sempre do Hernan. Eu já freqüentei muito a arquibancada do Maraca em dia de jogo do Mais Querido e agora fico como ele, só acompanhando de longe pelo internet…

Também concordo com o Paulo Lima no texto aí embaixo. Temos um time de respeito e administremos o ônus disso. Temos uma Libertadores pela frente e ontem ganhamos um jogo importante. Não pelo adversário mas por ser um jogo fora de casa e, principalmente, numa semana complicadíssima onde se tentou muito desestabilizar o grupo. Quanto à diretoria, houve erros e acertos na condução do problema. Acho que nada mais precisa ser dito, só jogado. O Mengão é um clube e um time de futebol pelo qual torcemos. Eu, o Heran Barbosa, você que está lendo (espero rs) e mais uns 32 milhões. Queremos emoções dentro de campo, e não em notícias. O ano começou já há algum tempo e é hora dos jogadores e da imprensa pararem de nos bombardear com assuntos extra-campo! Isso sem falar que essa semana ainda tem um Flamengo e Vasco. Sempre bom pra reanimar ânimos…

Saudações Rubro-Negras,

Lauro Melo

A Grande Maçã Rubro-Negra – Coluna de Paulo Lima (Eastchester,NY-EUA)

O respeito internacional e o saco de pancadas
(originalmente publicado no blog Mengão Sem Fronteiras, do site oficial do Flamengo)

“Caracas comemora desfalque de Adriano” – manchete do Globo Esporte.com

Noves fora os motivos da ausência do Imperador, já exaustivamente comentados pela imprensa e pela blogosfera, fato é que o Flamengo, depois de muito tempo, passa a ter referências internacionais – e de alto nível – em seu elenco.
 
Nas duas últimas participações rubro-negras na Libertadores (2007 e 2008), a equipe carecia de atletas cuja presença servisse de alerta máximo ao adversário, apenas por conta do renome mundial/continental e do passado de glórias. Eram jogadores não necessariamente com inexperiência sul-americana, mas principalmente sem “pedigree” em nível internacional.
 
O que quero dizer é que uma formação com Adriano e cia (acompanhado por Vágner Love, há não muito tempo frequente nas convocações; Léo Moura e Juan, com passagens recentes pela Seleção; Maldonado e Fierro, titulares da seleção chilena; Alvaro, Alvim e Ramon, com experiência internacional …) causa respeito antecipado que pode, quando de forma inteligente, ser bem explorado.
 
Melhor arcar com a responsabilidade de ser temido do que ser encarado como um time de ilustres desconhecidos pelos rivais.
 
Por outro lado, até sei que o futebol da Venezuela evoluiu nos últimos anos. Respeito é bom e eles gostam. Mas não sei porque, não consigo dissociar a seleção local da imagem de saco de pancadas nas Eliminatórias. Assim como os times locais. Na última vez que o Flamengo enfrentou um deles pela LIbertadores, fora de casa – Minerven (93) – o placar até que foi magro: 1 a 0, gol de Gaúcho. Mas o jogo em casa foi um massacre: 8 a 2, no Maracanã (com os impressionantes oito gols de jogadores diferentes: Morales(contra), Marcelinho, Gaúcho, Nélio, Gottardo, Marquinhos, Djalminha e Nilson) para um público de 4.402 pagantes (não sei porque não esqueci deste público). Me lembro da imagem de meu pai deitado nas velhas arquibancadas do Maraca (sem assentos), com o radinho de pilha num ouvido e tirando uma soneca sem igual…
 
Certamente teremos emoções mais fortes amanhã…

Um Rubro-Negro na Anã Paraguaia: Coluna do Lauro Melo (Adelaide-Austrália)

MENGAO PELO MUNDO

Irmãos Flamenguistas,

O meu relato sobre divulgar o Mengão (informalmente, claro) aqui na Austrália teve uma repercussão maneira. Essa semana tenho um outro exemplo disso, de como podemos divulgar o Mengão nos menores detalhes ou em algumas oportunidades específicas.

Um grande amigo do Rio hoje morando em Portugal aproveita o seu sucesso lá pra divulgar o Mengão. E sem forçação de barra. O cara trabalha com publicidade, fez um comercial maneiríssimo no intervalo de uma partida (o primeiro já feito no mundo) e ainda aproveitou pra se declarar (em português de Portual rsrsrs) um “adepto” do Flamengo! Maneiríssimo, não?

ComFlamengoPortugal

Desculpa aí a qualidade do arquivo mas não sou bom nessas coisas de computador… Quem quiser mandar outros exemplos de divulgação do Mengão pelo mundo, o espaço tá aberto!

No mais, como comentar de um jogo contra o Madureira numa semana com aniversário do Zico? Parece que o jogo foi ruim mas levamos os 3 pontos. Que mais um ano de vida do nosso Galinho tenha melhores partidas do Mengão. Ele merece! Acreditem em mim, já tive a felicidade de encontrar o cara e ele é a personificação do que o Flamengo tem de melhor!

Saudações Rubro-Negras,

Lauro Melo