Arquivo do mês: fevereiro 2010

Um Rubro-Negro na Anã Paraguaia: Coluna do Lauro Melo (Adelaide-Austrália)

MENGÃO É ISSO AÍ!

Irmãos Flamenguistas,

Hoje o texto é caótico e apaixonado, assim como o Mengão! Semana passada saí pra uma semaninha de férias logo depois do texto (e da eliminação pro Botafogo na Taça Guanabara). Aí fiquei toda a semana sem acessar a internet. Só voltei pro trabalho hoje (poucas antes da estréia na Libertadores) e já começa a avalanche de sentimentos! Eu nem sabia o que havia rolado no Flamengo ou mesmo quem havia ganha a TG. Ainda coberto pelas pendências dos dias foras, vejo o e-mail de um grande amigo rubro-negro pra um grupo de amigos também rubro-negros. Muito realista a visão dele sobre essa semana eliminação da TG e estréia da Libertadores. Claro que a estréia já passou (ganhamos a primeira!!!) mas o pensamento dele vale pra todo o ano. Vejam só:

“Não sei se vocês concordam, mas acho que o Flamengo está sendo cobrado um pouco demais. Acabamos de ser campeões brasileiros! Não vivíamos comentando que de nada vale o campeonato carioca, se quando chegássemos no brasileiro fossemos meros coadjuvantes. Então, finalmente somos hexa. Estou comemorando até hoje. São paulinos, palmeirenses, corinthianos, ficam constrangidos quando olham pro manto.

Perdemos pro Botafogo. Sim, perdemos! E daí? No ano passado perdemos pro Resende. E ainda acabamos campeões.

Que só sirva de lição. Não adianta a soberba, o salto alto e o já ganhou. Reclamam que o Botafogo jogou como time pequeno. E o que a gente tem que fazer quando joga com time pequeno? Furar a retranca e ganhar de 1 X 0. Quando jogam como time grande, fazemos igual contra o Fluminense 5 x 3.

Aí vai uma leve crítica ao Andrade. Contra o Olaria, quando o Flamengo fez 2 x 1, não caberia uma retranca e só explorar contra-ataques? O Flamengo não fez isso e acabou 3 x 3. Contra o Botafogo, quando estava 1 x 0 e o Botafogo não ameaçava. Não poderíamos ficar lá atrás e deixar o jogo terminar 1 x 0.

Não me entendam mal. Não estou defendendo o anti-jogo pregado pelo Murici. Gosto do time jogando pra frente tentando ganhar. Mas quando pegamos times pequenos que jogam retrancados devemos ter outra postura. Especialmente em um jogo decisivo.

Mas não cobraremos demais o time hexacampeão. O campeonato ainda não acabou. É só ganhar tudo no final. Igual ao ano passado. Tínhamos que ganhar três seguidas do Botafogo e ganhamos (com o botafoguense do Cuca no comando).

Agora é hora de pensar na Libertadores. E não vai ser fácil. Basta ver o Cruzeiro contra o Vélez. Tomou um show de bola e ainda levou porrada.

É isso amigos, vamos continuar torcendo”

O cara não tem razão? Alguns podem não concordar com tudo, mas o basicão é esse mesmo!

Depois disso fiquei sabendo que o Botafogo tá querendo ser tetra-vice (tomara!) e aí parti pra Libertadores. O primeiro baque foi que o jogo não começava… Aí que descobri que o horário de verão acabou no Brasil então o jogo começaria uma hora mais tarde aqui na Austrália. Bateu a dúvida porque nesse caso seria a hora do meu futebolzinho de quinta-feira no almoço. Mas a dúvida acabou quando vi que a enchurrada de trabalho pós-férias não me deixaria jogar o futebol semanal. Fiquei trabalhando e acompanho o jogo na internet. Depois não tive tempo de ler nada. Parece que foi um boa vitória, com direito a show do Léo Moura (?) e pênalti perdido do Love (pros palmeirenses verem que ele perde pênalti de verdade hehe).

Como eu disse, Mengão é isso aí! Semana que vem tem mais emoção!!!

Saudações Rubro-Negras,

Lauro Melo

Um erro e uma triste constatação

Por Paulo Lima, no blog Mengão Sem Fronteiras (site oficial do Flamengo)

Há algumas semanas, trouxe ao conhecimento do público rubro-negro, especialmente o que mora nos EUA, a feliz informação de que ao menos 4 jogos do Flamengo na primeira fase da Libertadores seriam transmitidos pela Fox Sports en Español, detentora dos direitos de transmissão da competição para esse país. Veja no blog do Mengão Sem Fronteiras.

Ledo engano.

Ingênuo, meu erro ocorreu por achar que a grade da emissora era global. A grade que vi era a do México, nação tão futebolística quanto a nossa. Não quero ter a pretensão ou a paciência de tentar entender os critérios, já que nós, brasileiros, aqui, somos minoria frente a mexicanos. No mais, o canal é comandado por argentinos, o que já explica a relegação dos times do Brasil a segundo plano sem a necessidade de pormenores.

Em suma, Fla x U. Católica, assim como os próximos 2 jogos da 1a fase, só serão vistos por aqui às 11h da manhã do dia seguinte. Foi o horário que nos deram. E pronto.

O drama, ao visto, não é nada recente, e nem exclusivo do Mais Querido. Amigos tricolores do RJ e SP, colorados e cruzeirenses têm bronca de só terem se livrado da internet nas boas campanhas entre 2005 e 2009 a partir das quartas-de-final. E olhe lá.

E pois é. Agora vamos virar reféns das instabilidades virtuais, vamos suplicar pela bondade e pela solidariedade flamenga por uma senha que nos permitirá uma qualidade de imagem mais razoável, sem muitos contratempos. Tal como se fazia há duas décadas, na era pré-PPV, quando a luta era por um sinal da parabólica que permitia pegar a Globo de outro estado que passava o jogo do Flamengo no Rio.

Em tempos de DVR, TV digital, transmissão pela internet, no celular, como é possível que a MAIORIA dos flamenguistas, que não reside no estado no Rio, fique sem poder ver o time na principal competição da temporada? O fenômeno, ao visto, não é só por aqui. Tem acontecido com rubro-negros fora do Rio, em situação relatada até pelo nossa Agência Fla .
 
A curto prazo, só vejo duas alternativas para uma solução.
 
1) Uma negociação das Organizações Globo, detentora do direito de transmissão para o Brasil, que estenda a emissão à internet. Imagina condicionar isso à adesão em massa da Nação Rubro-Negra ao Globo.com? Eles já têm feito isso para a Liga dos Campeões. Não custaria muito mais aplicar a mesma medida à Libertadores. E, de preferência, estender isso para fora do país. É um negócio da China.
 
2) Uma iniciativa, do Flamengo, em procurar a Conmebol para negociar a transmissão dos jogos via internet (FlaTV?). Ciente dessa dificuldade de acesso de 80% dos rubro-negros mundo afora, e com um plano de adesão bem costurado (se cobrassem até que fosse uns R$ 100, R$ 200/mês, valeria MUITO a pena para o torcedor desesperado – façam a conta quanto seria arrecadado se, por baixo, uns 10 mil rubro-negros aderissem), não só compensaria o valor a ser desembolsado, como também ajudaria os cofres do clube. Isso não tiraria o público da TV, já que essa está restringindo seu mercado. Pelo contrário: afastaria a galera dos Justins da vida, grande vilão das redes que pagam, e caro, para transmitir as partidas.
 
Seria muito difícil nós, rubro-negros exilados do Rio, nos mobilizarmos e tentarmos interceder a quem poderia resolver a questão? A lista que subscreveria a esse apelo certamente já é um mercado consumidor de alto potencial. Só não vê quem não quer.
 
Mande seu e-mail para mengaosemfronteiras@gmail.com e vamos tentar fazer alguma coisa por nosso direito de ter a alegria de ser – e ver – rubro-negro.

Um Rubro-Negro na Anã Paraguaia: Coluna do Lauro Melo (Adelaide-Austrália)

MUITOS SENTIMENTOS NUM SÓ DIA

Irmãos Flamenguistas,

Que dia confuso! Perder uma semi-final de Taça Guarabara pro Botafogo nunca é bom. Mas não é desesperador. Ano passado perdemos essa mesma partida pro Rezende e depois fomos tri campeões cariocas e ainda hexa brasileiros. Ainda tem o lado bom que o nosso time sempre precisa de uma chacoalhada pra voltar pros trilhos. Infelizmente, esse time padece do mal do deslumbramamento… Claro que a situação complicou. Ter obrigação de ganhar a Taça Rio em meio a Libertadores é complicado. Mas quem pulou carnaval que definitivamente comece o ano agora!

A parte confusa vem agora: que alegria! Calma que explico. A estréia do meu novo Manto Sagrado (o do Hexa!!!) em campos australianos! Explicando melhor, toda quinta-feira na hora do almoço eu jogo um futebolzinho com um pessoal. Até o ano passado, eu jogava com uma camisa da seleção porque eu não tinha coragem de jogar com o meu Manto que tem a assinatura do Galinho (esse eu não lavo nunca mais!). Até que chegou o Manto do Hexa! Na boa, é completamente diferente. Quando eu fazia um golzinho com a camisa seleção, até beijava o escudo e era legalzinho… Mas hoje, hoje foi diferente! O Manto tem outro peso! Até o fim do jogo (jogamos de 1 as 2 da tarde), eu estava em branco. Meio chatedo porque queria ter a sensação de fazer um gol com a camisa do Mengão. Mas, tudo bem, só de estreiar eu já tava satisfeito. Até que, no finzinho, saiu um gol meu! Que alegria! Beijei o escudo e me senti o Angelim em pleno Maraca fazendo o gol do Hexa!!! Só o Mais Querido pra nos trazer esse tipo de emoção! Vejam a felicidade (de quem ainda acredita no tetra carioca e também na Libertadores) do rubro-negro do outro lado do mundo:

Nota triste pra pensar – e completando o texto do Paulo Lima abaixo. Essa semana começou a estagiar aqui na empresa um estudante da França. Chamei ele pra ir na pelada e ele foi. Joga direitinho. Mas o importante mesmo é o que ele falou. Puxei papo sobre times (tava louco pra falar do Manto Sagrado) e perguntei do time dele na França (um lá totalmente sem importância perto do Mais Querido). Aí foi a deixa pra ele perguntar “e o seu?”. Já mandei “Flamengo!” beijando o escudo! Aí, claro, apresentei o nosso cartão de visita: “somos a maior torcida do mundo!”. Infelizmente, ele perguntou: “é mesmo? Maior até que a do Manchester United?” Péssimo… Com todo o respeito ao Manchester United, mas não dá nem pra comparar! Porém, analisando friamente, o Flamengo diminuiu muito em nível internacional nos últimos anos. Entretanto, podemos ter um recomeço em breve! Esses possíveis amistosos internacionais e a Libertadores tão aí pra isso! Não podemos deixar mais essa oportunidade internacional passar. Temos que voltar ao topo do mundo. Claro, não ganharemos Libertadores e Mundial todo ano, mas temos que ser um time conhecido internacionalmente sempre! Eu faço a minha parte aqui. Claro que completei pro francês dizendo que somos o time com maior número de títulos brasileiros. Quando eu disse 6, ele fez cara de que estranhou. Afinal, maior vencedor com apenas 6 títulos? Aí expliquei que campeonato brasileiro não é como italiano, espanhol ou inglês, onde dois ou três times se revezam. Vou encher o francês de fatos e estatísticas do Mengão até ele ir embora!

Saudações Rubro-Negras,

Lauro Melo

Do Mengão Sem Fronteiras: Vocação mundial, luz no fim do túnel

Por Paulo Lima, publicado originalmente no blog Mengão Sem Fronteiras, do site oficial do Flamengo.

Parece mesmo que eu pressentia. Alguns dias depois do hexa, há dois meses, eu dizia: para, de fato, ser o Maior do Mundo, o Flamengo precisa se mundializar, jogar fora da América do Sul. Quebrar a barreira do calendário e expor sua marca. Veja aí embaixo em três posts anteriores. Agora, com uma dupla de ataque conhecida e respeitada mundialmente, a vocação global rubro-negra não tem empecilhos para crescer.
 
E pois é: deu na Revista Veja que o Flamengo recebeu convite para jogar três amistosos na Europa, um deles provavelmente contra Milan e/ou Roma, durante a Copa do Mundo (http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/futebol/a-excursao-do-flamengo-pela-europa/) – exatamente no período que sugeri (“Há uma luz no fim do túnel. No ano que vem, serão quatro semanas de recesso. Todas as competições mundiais são interrompidas por causa da Copa. Ótima ocasião para a nova diretoria tentar uma temporada de treinos fora do País”‘). Respeito nosso CT, mas o Ninho do Urubu está nos quatro cantos do mundo.
 
Não acredito que haverá barreiras logísticas para que o clube não aceite. A CBF não deve impedir, já que não há competições suas durante o recesso. Mesmo se Adriano estiver na Copa, o time dele será um atrativo.
 
A nota da Veja fala em arrecadação de R$ 1 milhão para três jogos. Quer saber? O dinheiro não é o mais importante para este fim, tamanho é nosso atual ostracismo. Valeria a pena se só pagassem os custos.
 
Sorte dos rubro-negros exilados na Terra da Bota…que Copa, o quê!

 

Um Rubro-Negro na Anã Paraguaia: Coluna do Lauro Melo (Adelaide-Austrália)

ASSUNTOS DIVERSOS

Irmãos Flamenguistas,

Não falei que os assuntos voltaram? Essa semana nem se fala! Flamengo é isso aí! Começamos com um Fla x Flu histórico seguido pelo caso Pet x Mascos Braz, a aproximação do Fla com o Zico e CFZ e agora a dobradinha tropeço contra o Olaria-classificação antecipada pra semi-final da Taça Guanabara. Não é muito assunto?

Então vamos por partes. Sobre o Fla x Flu, tudo já foi dito, inclusive aqui: histórico! Ainda bem que essa “história” foi a nosso favor! Inesquecível! Pra mim, pessoalmente, foi ainda mais inesquecível, logo que o jogo acabou, já segunda-feira de manhã no trabalho na Austrália, ligar pra casa no Brasil e conversar com o meu sobrinho. Foi a primeira vez que o vi tão empolgado com futebol, até mais do que depois do Hexa. São esses jogos que moldam verdadeiros torcedores de futebol e ali eu vi um rubro-negro já formado!

Pet x Marcos Braz: os dois vacilaram. O Pet, nem se discute. Ídolo, sim. Mas isso não dá direito a ele de agir de uma forma que possa (nem potencialmente) prejudicar o Mengão. Afinal, ninguém está acima do Mais Querido, nem o Zico! O Marcos Braz pecou pelo excesso. Tem que ter mais cabeça fria. Gosto dele e acho que tá fazendo um trabalho sério. Também acho que tem que ser firme pra defender os interesses do Flamengo. Mas também tem que ter tranqüilidade e bom senso. O cara não pode sair gritando pra imprensa que o Pet tá fora do Mengão no Maracanã num domingo à noite. Nesse ponto a Patricia Amorim mandou bem! Chegou e botou cada um no seu lugar. Espero ambos fiquem nos seus respectivos. Se bem que já tão plantando outro veneno, só espero que não esse não pegue… Fora o fato disso tudo trazer à tona (e confirmar) os privilégios que acontecem na Gávea. Por um lado, é melhor assumir já que é algo já sabido por todos. Por outro, tomara mesmo que esses privilégios ao Adriano e ao Love não afetem o grupo. Nunca vi tratamentos diferentes não trazerem discódia ao grupo. Será que não é isso o que tá acontecendo com o Pet? Afinal, o Marcos Braz diz que o Adriano e o Love têm tratamento especial porque abriram mão de muito dinheiro pra estar no Flamengo. Porém, sem querer defender o gringo já que sou contra tratamentos diferenciados numa equipe, isso também não se aplicaria ao Pet? Ele não abriu mão de parte da dívida do Flamengo com ele pra ser contratado? Muito complicado isso tudo…

Indo pra assuntos mais amenos, outra boa notícia da semana é a real aproximação do Zico com o Flamengo, por enquanto na forma do CFZ. Essa é fácil e não tenho dúvida: sempre temos a ganhar com o Galinho!

Pra fechar, o ainda recente jogo contra o Olaria. Não vi mas não foi de todo ruim. Tomamos muitos gols só pra variar. Isso tá bem complicado! Mas parece que o time lutou. E estamos classificados pra semi da TG. O resto, é papo pros outros dias…

Saudações Rubro-Negras,

Lauro Melo

A Grande Maçã Rubro-Negra: Coluna de Paulo Lima (Eastchester,NY-EUA)

CRISE PET-BRAZ FREIA “IMPÉRIO DO AMOR” EM BOA HORA

Queria realmente ter razões apenas positivas para abordar na “Grande Maçã Rubro-Negra” desta semana. Mas como Flamengo é Flamengo, tinha de acontecer algo para manchar um pouquinho a grandiosa, épica, histórica e avalassadora vitória no Fla-Flu de domingo.

Vamos por ordem cronológica e por prioridade.

O jogo.  Antes de mais nada, ressalte-se: que queijo suíço a nossa defesa! Não podemos embarcar na onda da virada, do Império do Amor e na fraqueza dos tricoletes e ocultar as falhas da retaguarda rubro-negra! Foram nove gols em quatro partidas. Espera-se mesmo que a fragilidade tenha na ausência de Williams a sua grande explicação.

No mais, eu custo a me lembrar de uma reação tão fantástica no futebol. Podem falar das viradas do Vasco em 2000 na Mercosul e na do Fluzinho contra o Cruzeiro no ano passado. Mas a redenção do time de Andrade deu-se com um jogador a menos. Em um clássico interestadual. Ponto. Não tem ingrediente que supere.

Agora, no frigir dos ovos, não foram só as boas entradas de Vinícius Pacheco e Williams que deram vida ao Flamengo. As saídas de Fernando e de Petkovic contribuiram sobremaneira para a vitória. A inoperância de ambos foi tamanha que, nos dois casos, a utilidade da dupla do time deve ser questionada, repensada.

Adriano e Love? Absolutos, devastadores. E ponto.

O entrevero. Essa crisezinha entre Marcos Braz e Pet acabou por ofuscar totalmente as glórias do Flamengo pós-Fla-Flu. Acabou que, entre mortos e feridos, salvaram-se todos. Ninguém foi demitido, ninguém teve contrato rescindido, tudo como antes no Quartel de Abrantes. O dirigente reconsiderou a rescisão, Pet pediu desculpas, fará aquele trabalhozinho básico de recuperação física (que só durará um jogo, duvido que não será ao menos relacionado no fim de semana) e pronto. 

Espero que o episódio sirva de lição para que a nova diretoria planeje um sistema de comunicação interna, uma espécie de “normas de conduta” entre os profissionais de todos os níveis (de altos dirigentes ao massagista) sobre como se relacionar com o público externo. É algo básico.

No mais, se devemos enxergar um lado positivo neste caso, eis que penso em um: a crise com Pet serviu para abrandar a empolgação com esse “‘Império do Amor”. As manchetes de terça-feira trariam, em uníssono, a exaltação à dupla – e, diga-se, não me recordo de ver uma parceria ofensiva de renome engrenar tanto em tão pouco tempo. Mas isso não aconteceu, o que freiou na hora certa o ímpeto de Adriano e Vágner Love, que em entrevistas já cavam vaga na Copa do Mundo. Espera aí – estamos falando do Carioca, de 2 adversários domésticos e um clássico em que o rival dominou a metade do tempo e entregou de bandeja o outro.

Repitam a dose na primeira fase da Libertadores e aí sim vamos começar a campanha.

(não consigo evitar minhas eternas exigências de torcedor…)