O MELHOR ANO DE NOSSAS VIDAS
Farei 30 anos em alguns dias. Como rubro-negro, sinto-me prestigiado, ainda que criança, por ter ainda visto Zico jogar. Mas com a ponta de decepção por não ter nascido alguns anos antes e vê-lo liderar o tempo em que fomos os verdadeiros maioriais do planeta.
Três décadas depois do nosso primeiro título brasileiro e do meu nascimento, entramos o ano seguinte novamente como campeões nacionais, e com boas condições de repetirmos as nossas grandes glórias.
Não sei como o time que venceu o Brasileiro de 1980 foi retratado pela crítica esportiva logo após o título.
Será que já apostavam que aqueles atletas iriam tão longe, com mais dois nacionais, uma Libertadores e um Mundial?
Será que já imaginavam que Raul seria o Raul; Rondinelli, o Rondinelli, and so on?
Por maior que seja a atual velocidade da informação, propiciada pela tecnologia, pela internet e por todos os gadgets possíveis, a História ainda não pode ser contada em tempo real. É por isso que só em alguns anos vamos perceber o significado de um Bruno, de um Léo Moura e de um Angelim.
Se seguirem pelo caminho do sucesso neste 2010, não resta dúvida que estarão na galeria dos grandes ídolos da História rubro-negra.
A ver.
(lembrando que, a exemplo de 2006-2009, a geração do início da década de 90 ganhou uma Copa do Brasil (90) e um Brasileiro (92), e não conseguiu marcar com a unanimidade necessária para se comparar aos ídolos dos 80. Faltou-lhes a América, ao menos, e é que resta também ao escrete atual).
