A Grande Maçã Rubro-Negra – Coluna de Paulo Lima (Eastchester-NY,EUA)

OS CRAQUES NÃO VESTEM AZUL E AMARELO

A ideia do terceiro uniforme do Flamengo, nas cores azul e amarelo-ouro, muito me agrada. Todo time mediano da Europa tem uma camisa 3, na maioria das vezes em padrões em nada relativos à sua história, o que não é o  nosso caso. A proposta é ainda mais interessante pois limita o uso da nova vestimenta (apenas na casa do adversário, e uma vez por mês), o que não a torna banal e nem descaracteriza o nosso Manto original. Bola dentro.

O fato é que o terceiro uniforme só começará a desfilar nos gramados nacionais e internacionais a partir de julho. Significa que muito provavelmente, pelo andar da carruagem, nossos dois prováveis craques jamais o vestirão.

Adriano parece ter encaminhado sua continuidade  – mas apenas nos cinco primeiros meses de 2010. Com Copa ou sem Copa, é improvável que permaneça (ao menos ninguém até agora na Gávea parece estar preocupado com isso). 

Vágner Love, o alvo de cobiça da diretoria, seria contratado até a janela do meio do ano, prazo de validade do contrato de empréstimo do jogador com o Palmeiras junto ao CSKA. Ou seja, tem data marcada para voltar. E, valorizado no Flamengo,  ser negociado com outra equipe do Velho Continente.

Não estou sendo contrário à formação da dupla Love-Imperador. Ao contrário. Vágner é craque, “casaria” muitíssimo bem com Adriano. É um atacante que joga, sim, pelas pontas, mas também saberia muito bem ser o homem de área se o nosso camisa 10 se ausentar. Seria a dupla perfeita.

Vale a pena, sim, o investimento da OLK, em ambos.

Mas desde que se consiga uma operação para prorrogar o empréstimo de Love, NO MÍNIMO, até a final da Libertadores. O mesmo vale para a renovação com Adriano. É um estratagema complexo, visto que na data da decisão sul-americana (meados de agosto) as equipes europeias já estão terminando a pré-temporada. E, lá, isto é coisa séria.

Para os empresários e CSKA, o script é perfeito. Sem a pressão do Parque Antarctica, Love brilha na carne-assada do Carioca, faz uma boa primeira fase da Libertadores e, e, e … se manda.

Adriano seguiria o mesmo roteiro, partindo ainda mais cedo se integrar o grupo do Mundial.

Os dois poderão já ter os destinos traçados em meados de abril, na caminhada do tetra doméstico.

Valerá a pena pagar para ver? E depender do “amor pelo Flamengo” e pela “vontade de defender o clube do coração” para tentar seduzir (sic) os jogadores? É repetir a história da novela Ibson e ficar a ver navios, tendo de planejar tudo de novo no meio da temporada…

Isso cansa. Se não der para assegurar os dois depois da Copa, paciência. Ou contrata os dois para valer ou fica com o Obina. De azul e amarelo. 

Melhor um Obina na mão que um Adriano e um Vágner voando

3 respostas para A Grande Maçã Rubro-Negra – Coluna de Paulo Lima (Eastchester-NY,EUA)

  1. Adorei a materia..
    concordo em genero, numero e grau!!!

  2. mas obina não faz nada.

  3. Pingback: A Grande Maçã Rubro-Negra – Coluna de Paulo Lima (Eastchester-NY,EUA) « Mundo Flamengo

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