Arquivo do mês: dezembro 2009

FELIZ MENGO-10 para todos!

A equipe do Mundo Flamengo deseja um 2010 repleto de saúde, paz, felicidade a todos e, principalmente, recheado de vitórias e títulos do Mais Querido.

Orgulhamo-nos de ter estreado na internet em março deste ano, quando as coisas pareciam difíceis: logo após a eliminação da Taça GB para o Resende. Desde então, o primeiro espaço na internet voltado aos rubro-negros no exterior só cresceu e, de algum modo, foi pé-quente nos louros vindouros, como o penta-tri e o HEXA.

Agradecemos a colaboração de nossos inestimáveis colunistas e visita de todos os mengonautas do planeta.

Estamos juntos!

Equipe MUNDO FLAMENGO

Um Rubro-Negro na Anã Paraguaia: Coluna do Lauro Melo (Adelaide-Austrália)

2010 AINDA NÃO COMEÇOU PRA GENTE

Irmãos Flamenguistas,

Bom, já estamos no último dia do ano de 2009 e ainda temos muito a comemorar. Nós merecemos! Dois títulos em um ano, incluindo o pentatri, hegemonia estadual e HEXA! Todo rubro-negro pode ter pedido isso há exato um ano, mas nenhum foi tão confiante a ponto de ter certeza do que estaria por vir. O mesmo se aplica a hoje. Qual flamenguista, nem que seja só no seu íntimo, não está sonhando hoje com a Libertadores e o Mundial? Eu tô!

Mas, para isso, 2010 tem que começar. E, pra gente, ainda não começou. Só ouvimos falar em algumas dispensas e renovações. Contratação, nenhuma. Teoricamente, tendo vencido um campeonato brasileiro em pontos corridos, o Flamengo aprendeu: é preciso montar um bom grupo pra disputar competições longas e em paralelo. Muitos clubes já estão a nossa frente.

Entretanto, concordo com a postura da diretoria. O grupo ganhou o Brasileiro, então tem que ser respeitado e mantido. Também acho legal a idéia de promover alguns jovens da base pra mesclar juventude e experiência. O Flamengo sempre funcionou bem assim. Contratações pontuais, sim. Mas uma hora elas têm que acontecer.

Só peço que as coisas se definam. Acreditem em mim, 2010 passará voando! Daqui a pouco estaremos falando em final de carioca, mata-mata da Libertadores e Brasileirão. Nosso time tem que estar pronto pra tudo isso! E tudo começa com as decisões da diretoria. A nova presidente (que tem que ter o nosso apoio!) ainda não mostrou muito a que veio. Ela ainda tem tempo pra isso, só espero que acorde em 2010 trabalhando – como se espera de qualquer atleta olímpico (e Olympikus) competitivo. O Marcos Braz também tá com crédito. Inegável que fez um bom trabalho desde que começou. Acredito nele quando diz que foi quem menos comemorou o Hexa. Gosto do jeitão dele, mistura de vice de futebol e segurança. Tomara que essa mistura continue dando liga(s) em 2010!

Saudações Rubro-Negras,

Lauro Melo

A Grande Maçã Rubro-Negra: Coluna de Paulo Lima (Eastchester-NY, EUA)

O MELHOR ANO DE NOSSAS VIDAS

Farei 30 anos em alguns dias. Como rubro-negro, sinto-me prestigiado, ainda que criança, por ter ainda visto Zico jogar. Mas com a ponta de decepção por não ter nascido alguns anos antes e vê-lo liderar o tempo em que fomos os verdadeiros maioriais do planeta.

Três décadas depois do nosso primeiro título brasileiro e do meu nascimento, entramos o ano seguinte novamente como campeões nacionais, e com boas condições de repetirmos as nossas grandes glórias.

Quero encerrar 2010 com a faixa do Mundial no peito. E você? (Crédito: Mengorial)

Não sei como o time que venceu o Brasileiro de 1980 foi retratado pela crítica esportiva logo após o título.

Será que já apostavam que aqueles atletas iriam tão longe, com mais dois nacionais, uma Libertadores e um Mundial?

Será que já imaginavam que Raul seria o Raul; Rondinelli, o Rondinelli, and so on?

Por maior que seja a atual velocidade da informação, propiciada pela tecnologia, pela internet e por todos os gadgets possíveis, a História ainda não pode ser contada em tempo real.  É por isso que só em alguns anos vamos perceber o significado de um Bruno, de um Léo Moura e de um Angelim.

Se seguirem pelo caminho do sucesso neste 2010,  não resta dúvida que estarão na galeria dos grandes ídolos da História rubro-negra.

A ver.

(lembrando que, a exemplo de 2006-2009, a geração do início da década de 90 ganhou uma Copa do Brasil (90) e um Brasileiro (92), e não conseguiu marcar com a unanimidade necessária para se comparar aos ídolos dos 80. Faltou-lhes a América, ao menos, e é que resta também ao escrete atual). 

Um Rubro-Negro na Anã Paraguaia: Coluna do Lauro Melo (Adelaide-Austrália)

NATAL DE 2010

Irmãos Flamenguistas,

Hoje, dia 24 de dezembro de 2009, há muito e nada a se falar. Apesar de o time não estar jogando, muita coisa está acontecendo na Gávea. Andrade ficando, nova presidente, renovações, despedidas, contratações, patrocínio, Zico na área etc. Muita grana (e falta de) rolando!

Entre tudo isso, eu, torcedor comum e apaixonado, já penso no Natal de 2010! Não que 2009 seja ruim, muito pelo contrário! Mas o meu presente de 2009 eu já ganhei! Se nos comportamos bem durante o ano (a torcida apoiando e a diretoria sabendo administrar), Papai Noel pode vir ainda mais gordo no final de 2010!

Saudações Rubro-Negras,

Lauro Melo

A Grande Maçã Rubro-Negra – Coluna de Paulo Lima (Eastchester-NY,EUA)

OS CRAQUES NÃO VESTEM AZUL E AMARELO

A ideia do terceiro uniforme do Flamengo, nas cores azul e amarelo-ouro, muito me agrada. Todo time mediano da Europa tem uma camisa 3, na maioria das vezes em padrões em nada relativos à sua história, o que não é o  nosso caso. A proposta é ainda mais interessante pois limita o uso da nova vestimenta (apenas na casa do adversário, e uma vez por mês), o que não a torna banal e nem descaracteriza o nosso Manto original. Bola dentro.

O fato é que o terceiro uniforme só começará a desfilar nos gramados nacionais e internacionais a partir de julho. Significa que muito provavelmente, pelo andar da carruagem, nossos dois prováveis craques jamais o vestirão.

Adriano parece ter encaminhado sua continuidade  – mas apenas nos cinco primeiros meses de 2010. Com Copa ou sem Copa, é improvável que permaneça (ao menos ninguém até agora na Gávea parece estar preocupado com isso). 

Vágner Love, o alvo de cobiça da diretoria, seria contratado até a janela do meio do ano, prazo de validade do contrato de empréstimo do jogador com o Palmeiras junto ao CSKA. Ou seja, tem data marcada para voltar. E, valorizado no Flamengo,  ser negociado com outra equipe do Velho Continente.

Não estou sendo contrário à formação da dupla Love-Imperador. Ao contrário. Vágner é craque, “casaria” muitíssimo bem com Adriano. É um atacante que joga, sim, pelas pontas, mas também saberia muito bem ser o homem de área se o nosso camisa 10 se ausentar. Seria a dupla perfeita.

Vale a pena, sim, o investimento da OLK, em ambos.

Mas desde que se consiga uma operação para prorrogar o empréstimo de Love, NO MÍNIMO, até a final da Libertadores. O mesmo vale para a renovação com Adriano. É um estratagema complexo, visto que na data da decisão sul-americana (meados de agosto) as equipes europeias já estão terminando a pré-temporada. E, lá, isto é coisa séria.

Para os empresários e CSKA, o script é perfeito. Sem a pressão do Parque Antarctica, Love brilha na carne-assada do Carioca, faz uma boa primeira fase da Libertadores e, e, e … se manda.

Adriano seguiria o mesmo roteiro, partindo ainda mais cedo se integrar o grupo do Mundial.

Os dois poderão já ter os destinos traçados em meados de abril, na caminhada do tetra doméstico.

Valerá a pena pagar para ver? E depender do “amor pelo Flamengo” e pela “vontade de defender o clube do coração” para tentar seduzir (sic) os jogadores? É repetir a história da novela Ibson e ficar a ver navios, tendo de planejar tudo de novo no meio da temporada…

Isso cansa. Se não der para assegurar os dois depois da Copa, paciência. Ou contrata os dois para valer ou fica com o Obina. De azul e amarelo. 

Melhor um Obina na mão que um Adriano e um Vágner voando

Faroeste Rubro-Negro na Austrália: Coluna do Rodrigo Altaf (Perth-Austrália)

Companheiros flamenguistas,

Sábado passado aconteceu uma parada interessante, no melhor estilo “Mengão here, there, everywhere”.

Fui ver o show do Dream Theater aqui em Perth. Não sei se vocês conhecem, essa banda faz um som que chamam de “metal progressivo” ou prog metal. Comprei um ingresso “meet & greet”, que como o nome diz, da direito a conhecer a banda.

Tava me preparando pra ir pro show pensando qual camisa usar, de que banda, e de repente me ocorreu: camisa de banda p. nenhuma, vou eh com o manto!!!

Lá fui eu com a camisa comemorativa do Mundial encontrar os caras. Deem uma sacada na foto com eles.

Rubro-Negro do metal

Abraços a todos!

A palavra do jornalista rubro-negro – por Aurino Leite*

FUTEBOL NÃO É CIÊNCIA EXATA

Bom, desculpem a demora na sequência do meu artigo. Mas é que ainda estou me refazendo da conquista do hexacampeonato pelo maior e melhor clube do mundo. Enfim, meu filho Daniel, de 15 anos, viu o seu time ser campeão brasileiro, o que já tinha ocorrido comigo em outras cinco oportunidades. Mas, desta vez, por recomendação médica não pude estar no Maracanã. Já estava com os ingressos na mão e lá estaria com meu filho, no mesmo lugar em que vi o Flamengo ser penta brasileiro, em 1992. Para quem ninguém fique voando no texto, eu explico: mesmo com apenas 35 anos, sou hipertenso e como todos sabem é uma doença sem cura, mas que pode ser controlada. E como a minha hipertensão é mais em função do lado emocional, a minha cardiologista, Dra. Fátima Fernandes, mandou que eu passasse longe do Maracanã.

Como sou novo ainda e, além do Daniel, tenho outra flamenguista para criar, Simone, de 12 anos, segui a ordem médica. Fiquei, então, com dois ingressos na mão, comprados após uma noite na fila. O que fiz com eles? Não quis vender acima do preço e ganhar mais dinheiro à custa do desespero de um “irmão” rubro-negro. Repassei os ingressos a conhecidos e eles foram felizes para o Maior do Mundo. Resignado, me preparei na manhã daquele memorável dia 6 de dezembro de 2009 para assistir ao jogão em casa. Mas aí eis que pintam por lá, os meus melhores amigos (de infância e dos momentos bons e ruins com o Flamengo), comovidos com a minha situação: “Não podíamos deixar você sozinho neste momento. Também vendemos nossos ingressos. Vamos pegar esta grana e fazer um churrasco lá no Bairro de Fátima (bairro de Niterói onde nasci e fui criado) com toda a molecada (nossos filhos)”, disse Alex, ao lado de Abdala e Fábio Papel.

Não contive a emoção e comecei a chorar. Naquele instante, eram lágrimas de hexacampeão. Fui animado para o lugar onde dei meus primeiros passos, os primeiro chutes… Aprontamos a churrasqueira improvisada e curtimos o churrasco até a bola rolar. Até então a minha calma era só aparência, porque meu coração batia cada vez mais forte, as minhas pernas tremiam. No que saiu o gol do Grêmio, fiquei estático, sem conseguir me mover, enquanto meus amigos e meu filho Daniel mantinham a confiança de que o Flamengo iria virar o jogo. Abdala até sonhava com uma vitória por 4 a 1. Para mim, bastava 2 a 1.

No que começou o segundo tempo, saí de perto da televisão e comecei a andar pela rua. Não consegui manter a calma e controle para assistir aquele que seria o jogo mais importante da minha vida e do meu filho. O Flamengo virou o jogo e gritos de “hexa campeão” ecoavam em cada esquina. Ajoelhei-me e o choro foi compulsivo. Nem me importei com o sangue escorrendo pelas pernas. Fim de jogo e eu só queria abraçar meu filho, sentir a emoção dele em ver o seu time ser campeão brasileiro. Emoção essa que não teve preço!

Na tão sonhada foto por Abdala – com todos juntos, os amigos e filhos – eu não saí. Fiquei paralisado por vários minutos. Tudo bem. O mais importante era ver o Flamengo hexacampeão e meu filho feliz. Fomos para casa e Daniel nem tinha mais voz para falar. Fiquei até de madrugada assistindo a todos os programas esportivos e rindo dos matemáticos de plantão, surpresos com o título do Flamengo. Explico: sou jornalista esportivo há 15 anos e sempre fui contra esta história de matemática no futebol. Time tal tem tantos por cento para ser rebaixado, tantos por centos para entrar G4 e tantos por cento para ser campeão. Ah, me poupem! Ficou mais provado do que nunca de que o futebol não é uma ciência exata.

Fui deitar, mas cadê que conseguia dormir? Virei à noite e levantei cedinho. Corri para a banca e comprei todos os jornais possíveis. Afinal, assim como tenho guardado os pôsteres do penta, queria fazer o mesmo com o hexa. Esqueci até que tinha que trabalhar. Mas cheguei a tempo, só que não tirei por nada a camisa do Flamengo. Andei pela rua todo orgulhoso. A cada passo que eu dava, esbarra com alguém vestindo o Manto Sagrado. Emoção maior, só mesmo os nascimentos de Daniel e Simone. E, graças a Deus e lógico, a um empurrãozinho meu, eles também são rubro-negros. Com muito orgulho!

*Aurino Leite é jornalista esportivo há 15 anos. Cobriu o Flamengo pelo Diário LANCE! e pelo Jornal dos Sports. Trabalhou também em O Povo e O Fluminense.

Um Rubro-Negro na Anã Paraguaia: Coluna do Lauro Melo (Adelaide-Austrália)

PROBLEMAS PÓS RESSACA

Irmãos Flamenguistas,

Que delícia é ser campeão brasileiro! Sentimento de leveza e dever cumprido! Bom saber que estamos por cima por alguns meses pelo menos. Campeão incontestável até sob pontos corridos. Mas toda essa alegria tem um preço…

Principalmente porque ainda somos uma Nação em busca de recuperar glórias de verdade, como já tivemos no passado. Os últimos 15 a 20 anos foram tão fracos de conquistas que esse brasileiro de 2009 fica com gosto só de começo. Foi ótimo, mas precisamos de mais, muito mais! Por isso, nem curamos da ressaca e já tem muita gente, com razão, preocupada com a Libertadores. Realmente estamos atrasados em relação aos outros times brasileiros que disputarão a competição continental. Mas não acho que isso seja totalmente culpa da diretoria. O fato de estarmos na briga pelo título brasileiro pesou para que as coisas ficassem congeladas na Gávea. Acho que foi a estratégia certa, até porque não havia outra. Claro que isso não significa que a diretoria não tenha obrigação de correr atrás do atraso agora. Quem tem direito de ficar na leseira da ressaca e da tiração de onda do título é a torcida, não a diretoria.

Além disso, o título (ainda mais depois de 17 anos, como no caso do Mengão) traz outras dificuldades. Renovações se tornam complicadíssimas. Tirando o Adriano, todo o resto seria muito mais simples. O título valorizou todo mundo. A nós torcedores, principalmente tão distantes, só nos resta torcer (tanto quanto fazemos durante os jogos) pra que tudo se resolva da melhor maneira possível. Difícil ter opinião sobre temas específicos. A renovação do Angelim seria notícia de jornal se ele não tivesse feito o gol do título? Acho muito difícil. O cara é um bom zagueiro, experiente mas dá umas vaciladas. E já tá com uma certa idade. É flamenguista e tem é que encerrar a carreira no Mais Querido mesmo. O Zé Roberto é tão importante? Deu uma melhorada mas não acho que seja fundamental. O Andrade pediu muito? Não sei, esse assunto é completamente fora da realidade do torcedor comum, como eu e você. Não sei como deve ser ver um depósito de 50, 110, 150 ou 250 mil reais na conta todo mês. E alguns jogadores vêem isso estando no banco (ou talvez nem isso!). Há muita coisa errada neste assunto de salários, mas não dá pra dizer que o errado foi o Andrade. Eu, pessoalmente, estou muito feliz que ele ficou!

Saudações Rubro-Negras,

Lauro Melo

A Grande Maçã Rubro-Negra – Coluna de Paulo Lima (Eastchester, NY)

O REAL PREÇO DE ANDRADE

Restam apenas duas semanas para o fim do ano. Dos clubes brasileiros na Libertadores-2010 (Inter, São Paulo, Cruzeiro e Corinthians), apenas o Flamengo não deu o pontapé inicial para o planejamento da temporada. Nem comandante temos. A política de renovação, dispensas e contratações, que deve (ao menos em tese) ser respaldada pelo treinador, segue estacionada.

Desconheço os valores das tratativas com Andrade.

É justíssimo que o técnico, equivocamente tido como “revelação” fora das quatro linhas, já que há tanto faz ótimo trabalho como auxiliar, brigue pelo reconhecimento financeiro.

E é evidente ser muito mais interessante para o C.R.F. a manutenção do profissional que conhece profundamente a Gávea, a estrutura, os jogadores e as deficiências no elenco. O mercado também nos reserva parcas opções, com nomes que não são nitidamente superiores ao atual treineiro e que estão longe de dominar a nossa realidade.

Mas, a que preço?

À esta altura, o que está em jogo não são as diferenças entre os valores pedidos e oferecidos.

Como muito já foi falado, não acho dificil um meio-termo ser encontrado, com um salário-base mais modesto que as pretensões de Andrade, mais somado a uma gorda comissão por resultados obtidos. É assim que as empresas funcionam com “funcionários-revelação”.

E mais: o próprio Tromba admitiu que não tem propostas concretas. Funcionário de carteira do clube, mais cedo ou mais tarde vai acertar a permanência.

Mas é aí que mora todo o drama: o “mais tarde” pode ser “tarde demais”.

Enquanto Andrade não disser sim ou não, o elenco não pode ser montado. É fundamental que o treinador avalize as ações da diretoria de futebol, até para depois não ter desculpa de dizer que trabalha com opções pré-estabelecidas.

Temo que entremos o Natal sem uma definição. Será algo crucial para nosso desempenho na Libertadores.

Lembro que o Brasileiro vai até dezembro. E que nosso ponto de inflexão foi em agosto, isso porque o planejamento do início do ano foi correto, independentemente da troca de técnico após o penta-tri.

A Libertadores ACABA em maio. Sim, porque depois disso, já é Copa do Mundo, e depois dela são serão disputadas as fases finais da competição continental, estágio em que só chegam os times maduros.

Não vejo maturidade sem mínima organização antecipada. Vamos acelerar as coisas antes que a vaca vá para o brejo.

Tomara que eu esteja errado. Novamente.

Do Globo Esporte.com: Nação rubro-negra também grita hexa em russo e ucraniano

Para a matéria, com fotos, neste link aqui.

Conheça Pavel Sentiakov e Dimitri Titor, que aprenderam a amar o Flamengo e criaram um site para difundir a paixão na Europa

Fabricio Yuri
Rio de Janeiro

Se dentro de um país existem vários sotaques, dentro da nação rubro-negra existem várias línguas. No rol de idiomas da ‘Nação’, também há espaço para o russo e o ucraniano. Pavel Sentiakov, um especialista em segurança de 43 anos que mora em Kamensk, no interior da Rússia; e Dimitri Titor, de 30, procurador-geral em Kiev, capital da Ucrânia, provam que a distância não é nada para uma paixão. Mostram, com orgulho, seu amor para o Flamengo ao mundo todo. Juntos, eles criaram o site ‘Flamengo-rus’ (http://www.flamengo-rus.ru/) e não deixam nenhum geraldino para trás no que diz respeito ao carinho pelo seu time. “Torço para um dos maiores times do mundo”, diz Titor, enquanto Sentiakov vai mais além: “Quero o Carioca, o Brasileirão e a Libertadores”.

E se você acha que ambos começaram a torcer pelo mais querido do Brasil por conta do hexacampeonato, está enganado. A história do ucraniano Titor começa lá no início dos anos 90, quando assistiu a um especial sobre Zico, que contava desde suas glórias no clube carioca até sua contribuição para o desenvolvimento do futebol no Japão. Mas, com toda a dificuldade de obter informações naquela época, só com a popularização das TVs por cabo e satélite, no final dos anos 90, que Titor começou mesmo a acompanhar os jogos de seu time.

- Desde 1993 eu sou Flamengo. E depois, quando pude começar a assistir aos jogos, a ver a torcida lotando o Maracanã, eu realmente percebi que não poderia torcer para nenhum outro clube. Desde então meu coração é rubro-negro e assim será para sempre – diz, orgulhoso, ao GLOBOESPORTE.COM.

Santiakov sente que impulsionou o hexa: ‘No ano em que o site foi ao ar, fomos campeões!’ Por sua vez, Sentiakov era, como muitos outros pelo mundo, um fã do Santos de Pelé. Sua paixão começou ainda na escola, quando leu seu primeiro livro sobre futebol brasileiro: “Pelé, Garrincha, Futebol…”. Mas toda essa fascinação pelo clube paulista acabou caindo por terra. O russo fora arrebatado pelo mesmo Flamengo de Zico, ainda na mesma época de Titor.

- Eu sempre tive uma queda pelo Flamengo. Nele jogaram lendários como Zico, Leonardo, Júnior. Não teve jeito: acabei me tornando um autêntico carioca flamenguista – , derrete-se o russo.

Embora compartilhando da mesma paixão, ambos só foram se conhecer pela internet, em 2005, quando Pavel Sentiakov colocou no ar o site Torcida.com.ru (http://www.torcida.com.ru/), que fala somente sobre futebol brasileiro. Tudo em russo, lógico. Com o nick “Carioca”, Dimitri Titor se tornou um dos frequentadores mais assíduos da página e surpreendeu Sentiakov com seu conhecimento sobre nossos campeonatos e jogadores. Em 2009, enfim, entra no ar o Flamengo-rus – com todas as notícias, história, elenco, fotos e tudo que você pode imaginar sobre o Fla.

- Imagina só: no ano que colocamos o site no ar, o nosso time se torna campeão brasileiro, após 17 anos… Isso é fantástico!” – orgulha-se Sentiakov, que acredita ter dado uma mãozinha de sorte para o título rubro-negro.

Mas aí você pensa logo que os dois não são torcedores mesmo, daqueles que sofrem com o time. E se engana feio. Ambos fazem questão de mostrar ao mundo inteiro a alegria de ser rubro-negro: assistem a todos os jogos do Flamengo – seja pela TV ou pela internet – usando o manto sagrado, torcendo, gritando e sofrendo com o time. E, eventualmente, dando aquela xingadinha também. Depois da partida, todo mundo para a internet, saber das notícias, ver os detalhes – tudo com ajuda de programas tradutores – para depois escrever em seus sites.

- Graças ao torcida.com.ru e ao flamengo-rus.ru, os russos e ucranianos vão sabendo cada dia mais sobre o futebol do Brasil. Nós somos o primeiro site em russo sobre os campeonatos estaduais e nacionais do Brasil. E, depois que as TVs começaram a passar os jogos daí, o interessse cresce cada dia mais – explica o rubro-negro Titor.

Dimitri e Pavel, no entanto, não são dois solitários: em seus sites, centenas de ‘bolel’shiki’ – torcedores, em russo – aparecem para comentar e, lógico, torcer. Tudo no mais claro russo. Ainda são poucos, se comparado com a atração que o bilionário futebol do Velho Continente exerce sobre o Leste Europeu, mas já é um número significante. Sentiakov – que torce abertamente pela seleção brasileira e é acusado pelos amigos de não ser patriota – nem assiste ao futebol de seu país:
- É, não acompanho mesmo. Gosto de ver futebol, torço pelo futebol bonito. Por isso acompanho o futebol brasileiro.

Nomes como Sócrates, Zico, Júnior, Andrade, Renato Augusto, Ibson, Romário e tantos outros são frequentes nas histórias que Dimitri e Pavel contam em seus países.

- Não faz muito tempo, fiquei muito feliz quando uma lenda do jornalismo esportivo soviético, autor de alguns livros sobre o futebol brasileiro, Igor Fesunenko, me escreveu. Ele viveu muitos anos na América do Sul e conheceu Pelé, João Saldanha e tantos outros. E agora é meu amigo e colaborador do site torcida.com.ru. Trocamos muitas histórias interessantes. Aprendemos a conhecer e amar o futebol brasileiro. Nós somos os melhores do mundo – brinca Pavel, sendo que o “nós” aí quer dizer futebol brasileiro, onde ele, naturalmente, se inclui.

- Certa vez, os colegas de trabalho me convidaram para jogar futebol com eles. Então, botei a camisa do Flamengo e, ao entrar em campo, todos me perguntaram “que time é esse?”. Aí eu expliquei “É o Flamengo, onde jogaram ídolos como Romário e Bebeto. E essa é a 10 com a qual jogou Zico, que era como um Pelé branco”. Aí então os colegas brincaram comigo: “Então, Zico, mostra aí do que você é capaz”. Eu fiz um golaço e dei o passe para outro. Depois do jogo, um senhor veio e disse: “Parabéns, Zico. Golaço”. Essa camisa joga sozinha!

Ah, e eles não podiam deixar de comemorar o hexa rubro-negro. E mandar seus recados para seus compatriotas, que, segundo os próprios, deveriam abandonar seus passaportes e trocar por um “rubro-negro”.

- Gostaria de parabenizar toda a nação rubro-negra pela vitória, pelo hexacampeonato. E não devemos parar por aí. Vamos continuar nossa sequência de vitórias na Taça Libertadores. Espero, num futuro próximo, visitar o Rio, meu amado Flamengo, e torcer junto com vocês no Maracanã – diz o animado Titor, que não deixa fora de seu vocabulário palavras como “rubro-negro”, “Mengo” e “Nação”, escritas assim mesmo, em português.

E seu parceiro de ataque, Sentiakov, chama para si a responsabilidade de fechar com chave de ouro:

- Falo em nome de todos os torcedores russos: parabenizo os treinadores, jogadores e diretoria do nosso Flamengo, pela conquista desses tão esperado título. Que ninguém se machuque e, desta forma, consiga trazer novas vitórias a essa torcida maravilhosa. Mesmo a milhares de quilômetros, vou torcer cada dia mais pelo Flamengo. E que cada jogador saiba: ele tem torcedores até na Rússia – brinca.

Há 28 anos atrás…

Há 28 anos atrás, a Nação viveu um dos dias mais felizes da sua história.

O Mundo Flamengo resgata do Baú do Esporte a reportagem da época sobre a conquista, com a voz marcante de Léo Batista. Para quem teve o privilégio de ver aquele timaço em campo, aproveite para relembrar, para passar pela cabeça como foi aquele 13 de Dezembro, o sentimento vivido…

Para quem não teve esse privilégio, como eu, aproveite para fazer um exercício e imaginar a alegria que teria sido ter vivido nesse tempo.

Parabéns à Nação, ao C.R. Flamengo e a todos os jogadores que participaram naquele título. E rezemos para que o próximo esteja a chegar porque se a fila de 17 anos já andou a de 28 também já deve estar para andar.

Um Rubro-Negro na Terrinha, ora pois pois: Coluna do Thiago Gonçalves (Braga-Portugal)

Olá amigos Rubro-Negros,

como vai essa saborosa ressaca?

Confesso que a adrenalina e a emoção do Hexa ainda não acabou por completo e continuo no meu vício de guardar vídeos, reportagens, imagens, ou seja, tudo que tenha a ver com o último domingo. Para terem uma ideia, eu já tenho uma pasta no computador com mais de 1GB de vídeos desde o próprio jogo completo, passando por vídeos de programas esportivos e entrevistas. É o meu actual vício.

Nessa minha preocupação em guardar informação, uma das minhas responsabilidades seria comprar os três jornais esportivos para ver como os portugueses falaram do nosso título.

Como disse acima, aqui em Portugal nós temos 3 jornais esportivos: A Bola, O Jogo e o Record. Na segunda-feira só consegui comprar o Record e o título brasileiro foi motivo de destaque, tendo direito a uma página completa, logo no início do jornal de forma separada do resto do futebol internacional, com a curiosa manchete: Acorda Urubu que o Mengão é campeão”. Para além disso, Ronaldo Angelim foi coroado com a medalha de ouro numa atribuição diária que o jornal faz com quatro medalhes distintas: ouro, prata, bronze e lata (negativa).

Medalha de Ouro para Angelim

No dia seguinte pude conferir o que A Bola e o Jogo tinham sobre o Mais Querido. E mais motivo de orgulho. O Jogo dedicou duas páginas para o título com a manchete “A Paixão está ao Rubro” e uma grande imagem do Maracanã lotado pela Magnética. A Bola dedicou-nos uma página com uma reportagem sobre o Andrade e uma outra, menor, com o Íbson.

Para além das reportagens dos três jornais, um colunista do jornal A Bola, Miguel Sousa Tavares, dedicou a sua coluna semanal ao nosso título. Deixando de lado algumas gafes como chamar-nos de alvi-rubros ou dizer que o São Paulo andou o campeonato todo a frente com o Palmeiras a persegui-lo, a coluna está bem escrita e destaca-nos no panorama nacional como “o clube mais popular do Brasil e uma religião no Rio de Janeiro”.

Saudações Rubro-Negras.

PS: Digitalizei todas as reportagens para quem quiser ler e/ou guardar. Basta clicar nos textos que estão em negrito e itálico que a imagem com a referida reportagem aparecerá numa nova janela.

Hino do hexa em inglês

Para os que estão no exterior e têm dificuldades em explicar aos estrangeiros o que significa ser torcedor do hexacampeão brasileiro, enviem-lhes o vídeo abaixo. Ajudará a entender…

Um Rubro-Negro na Anã Paraguaia: Coluna do Lauro Melo (Adelaide-Austrália)

DEUSES DO FUTEBOL

Irmãos Flamenguistas,

Alguns anos atrás, os Deuses do Futebol estavam batendo um papo e um deles, bastante preocupado, disse:

- Não adianta ficarmos enrolando, ainda temos que resolver aquela parada!

- Qual delas? – Perguntou um dois mais desesperançosos com os rumos do futebol dos humanos.

- A palhaçada do campeonato brasileiro de 1987!

- Ih… – Falou o mais pessimista já conhecendo a natureza humana…

- Não tem jeito, se deixar por conta do pessoal lá em baixo, não sai nada!

- Mas todo mundo sabe que o Flamengo é o campeão brasileiro de 1987. Todos os membros do Clube dos 13 declararam o Flamengo campeão daquele ano. O Flamengo já é até penta, depois de ganhar em 92. – Disse um menos afeito a formalismos.

- Sim, mas temos que fazer mais evidente!

- Como? – Perguntou um já se interessando.

- Não sei. De repente, uma boa estratégia seria fazer um outro time penta, ou talvez até hexa. Assim, esse time poderia reconhecer o Flamengo como o primeiro penta.

- Será? Não seria esperar muito daquele pessoal? – De novo o que conhece bem a natureza humana…

- E se fizermos de um jeito que não haja outra opção pra esse time? Tipo, o Clube dos 13 apoiou integralmente a decisão de não haver decisões entre o Flamengo, Internacional, Sport e Guarani em 1987 e declarou o Flamengo campeão, não foi? Então, quem era mesmo o presidente do Clube dos 13 na época?

- Era o presidente do São Paulo, que já até reconheceu publicamente o Flamengo como campeão, mas como pessoa física. É vergonhoso pra todos nós (isso sem falar na vergonha que o Paulo sente), mas o São Paulo nunca o reconheceu enquanto instituição, o que o torna ou uma não-instituição ou uma instituição sem palavra… – Disparou o pessimista.

- Verdade… Complicado se era o presidente do São Paulo… Até porque, como fazer do São Paulo, com a sua torcida bastante limitada, um hexacampeão brasileiro?… Já sei! Pontos corridos! É um trabalho sujo, mas alguém tem que fazer! É o formato ideal pra esse caso. Eles podem não ter magia e paixão, mas têm organização e planejamento. Se estivessem em qualquer campeonato da Europa, já seriam hexa há muito tempo!

Passados alguns anos, todos tiveram que ouvir (e concordar) mais uma vez o pessimista dizer:

- Eu avisei! Não podíamos esperar nada de bom vindo dali! Agora os caras – diretoria e torcida – são hexa e, mesmo tendo apoiado aquela decisão em 1987, não reconhecem o penta do Flamengo. Demos o hexa a eles e não adiantou nada! E os atuais dirigentes do São Paulo ainda se autodemoninam “estadistas”… A humanidade tá muito bem entregue, viu.

- Infelizmente, não há como discordar. Então agora temos mais uma cagada dos humanos pra consertar. Impressionante como os humanos nos obrigam a trabalhar por eles. Chega! Agora, faça-se o HEXA pro Mengão! Ah, só não esqueçam de botar uma boa pitada de sofrimento porque se não o pessoal desconfia… hehe E já que começamos a fazer justiça, também manda pra segunda divisão aquele timinho que se aproveita da situação pra se dizer campeão brasileiro de 1987

- Mas o hexa já foi feito pra outro time. Formalmente, isso não seria uma criação do nada… – Disse o mais apegado a detalhes da burocracia divina.

- Tu acha mermo? Pois então, veja a festa da torcida do Flamengo por todo o Brasil e até pelo mundo! Isso sim é um hexa de verdade! É essa torcida que representa tudo de bom que fizemos no futebol lá de baixo! Se 32 milhões de rubro-negros estão felizes, esqueça tudo o que aconteceu no passado!

Saudações Rubro-Negras,

Lauro Melo

Faroeste Rubro-Negro na Austrália: Coluna do Rodrigo Altaf (Perth-Austrália)

PENSANDO NO FUTURO

Mal me manifestei aqui no blog essa semana, envolvido que estou em vários projetos aqui no trabalho. Pensei durante os últimos três dias o que abordar no meu texto, já que a essa altura, as noticias do Hexa já foram devidamente esmiuçadas a exaustão em todos os sites da vida.

Pois bem, já recuperado da deliciosa noite pessimamente dormida de domingo para segunda, resolvi falar de futuro. Ano que vem teremos o decrépito e deficitário Campeonato Carioca, em que poderemos conseguir o inédito tetracampeonato, Libertadores, Brasileiro, e, não custa sonhar, o Mundial Interclubes em Dubai. O que já está sendo feito para garantir um bom desempenho do nosso time em todas essas competições?

Já vimos pelas últimas notícias que o São Paulo, um dos poucos times do Brasil com dinheiro em caixa, está reformulando o elenco. Alguns jogadores não foram exatamente mal nessa temporada, mas encerraram o ciclo no clube. E prometem trazer Fernandão do Goias, manter Washington, e, surpresa das surpresas, trazer o Léo Lima, problemático jogador também do Goiás, que teve passagem apagadíssima pela Gávea. Talvez eles estejam seguindo sua vocação de “regenerador de marginais”, como já fizeram com o Júnior Baiano, Carlos Alberto, Adriano…

E do nosso lado, quais reforços estamos procurando? Ainda não ouvi falar em nenhum nome na Gávea, apenas o Jóbson que entrou bem no Botafogo, mas que acabou fechando com o Cruzeiro. Precisamos de alguém para servir de back-up do Pet, mais gente para compor a zaga, meias criativos e atacantes que não tenham medo de fazer gols. O Imperador até agora deu conta do recado, mas essas folgas dele são um perigo!

Por outro lado, a “barca do hexa” ja tem vários tripulantes, alguns com presença confirmadíssima, outros ainda por confirmar. Dênis Marques esta fora, Gil poderia seguir o mesmo caminho, e espera-se que o bom momento do time gere alguma proposta da Europa por Juan. E não nos esqueçamos de que Obina volta a Gávea ano que vem, e poderia reservar um assento nessa barca.

Quanto a prioridade das competições, por mais que queira enfrentar outro rival nas finais do Carioca, e talvez iniciar a serie do tri-vice do Fluminense, acho que pela primeira vez poderíamos deixar essa competição um pouco de lado e priorizar a Libertadores. A mentalidade do “tem que ganhar tudo” já não cabe mais hoje em dia, em que a preparação dos atletas esta tão especifica e focada. A Libertadores desse ano não contara com River, Boca Juniors, LDU e outros bicho-papões, deixando o favoritismo para as equipes brasileiras. É a nossa chance de ouro de buscar o bi e encostar no São Paulo.

Estamos a pouco mais de 20 dias do fim do ano. Que 2009 fique marcado em nossas mentes como o ano do renascimento da maior potencia de futebol do Brasil, para em 2010 buscarmos mais uma vez dominação mundial. Como sempre disse o Andrade, “um passo de cada vez, um dia após o outro”.

SRN!