Paulo Lima. EASTCHESTER (NY), Estados Unidos
Ok, ok. Diferente do que analisei na última vez, temos, sim, agora, totais chances de arrebatar o Brasileiro. Não só chances, mas também esperanças. Algo palpável, real, a ser decidido no tiro curto e com combinação de resultados bastante verossímil.
O triunfo sobre o Náutico foi simbólico por vários fatores. Capacitou o clube como candidato definitivo ao caneco e nos deixar a uma vitória, sobre o Goiás, da vaga na Libertadores. Objetivo que, pelo andar da carruagem, já nos soará como conquista inconsolável. De todo modo, os 2 a 0 no Recife mostrou o Flamengo como força coletiva, como time independente do rendimento incomum de peça A ou peça B.
Adriano voltou a ter atuação mais consistente, e não só (como se já não nos bastasse) com gols. Zé Roberto e Petkovic fizeram bem o que deles se esperava, mas sem serem brilhantes. Brilhante mesmo foi o sistema defensivo, de Léo Moura a Williams, com menção honrosa a Bruno. E isso sem Maldonado, jogador considerado por especialistas a mola-mestra de nossa retaguarda, sem o qual, segundo os entendedores, padeceríamos bruscamente. O que aconteceu foi que Toró deu conta do recado, ajudando a reduzir a frustração pela perda do chileno, lesionado gravemente com o Chile e que será desfalque certo, com sorte, só até o fim da temporada. Quando saiu, por suspensão, Alvaro também seria ressentido de forma arrebatadora. Os reservas preencheram o vazio e nem gol tomamos.
Fato é que as coisas parecem conspirar a nosso favor. Kleberson volta, ao menos no banco. Se jogar meio tempo contra o Goiás, pode até ser o substituto ideal de Maldonado – com Williams mais recuado, possivelmente. Acaba que a contusão do chileno pode ter dado a necessária brecha para o Penta ser o diferencial do time nos últimos jogos. Irá ajudar o Pet na armação e puxando marcação para si, em favor de maior liberdade para o Gringo. Perfeito.
Em termos de tabela, é para sermos pragmáticos. Vencer os três jogos. Difícil, sim. Impossível, claro que não. Pela trajetória do time neste Campeonato, impossível é palavra a ser descartada. Muito mais fácil bater equipes que nada mais querem na competição, sendo duas partidas no Maracanã, do que ter vencido Palmeiras e Atlético-MG fora de casa.
A meu ver, a próxima rodada dirá muita coisa. Não pelo lado do Flamengo, e sim pelo adversário. O Botafogo é o clube que mais tem chances de tirar pontos do São Paulo. Joga em casa e está ameaçadíssimo. Goiás, mesmo em Goiânia, e Sport, rebaixado, serão presas fáceis para os paulistas. Por isso, é cruzar os dedos e torcer muito pelo Botafogo. Um empate já nos serve: combinado a três vitórias nossas, chegaríamos ao fim da última rodada em primeiro, igual em pontos mas com mais vitórias.
Mas repito: ainda que vençam o Botafogo, não dá para desanimar. Para este Flamengo-2009 não existe o impossível…mesmo que seja na secação aos adversários.
Paulo, eu também acredito! Muito! Amanhã digo o quanto! hehe
Domingo todos com o pensamento no Engenhão e depois no Maraca!
SRN,
Lauro Melo (Adelaide, Austrália)
Meus caros, depois de tantas dececpoes nos ultimos anos, micos historicos no Maraca, a cada rodada esta sendo mais dificil conter o otimismo. Fico sempre esperando o proximo cochilo em campo como ocorreu contra o Barueri. Que esses caras sejam homens, honrem nossa camisa e tragam o titulo!!!! To louco pra gastar uma grana ligando da Australia pra todos os nao-flamenguistas que conheco. O Skype vai ficar nervoso!!!!