Paulo Lima. EASTCHESTER (NY), Estados Unidos
O clamor da torcida rubro-negra pela permanência de Andrade não se justifica apenas pelos resultados do técnico em campo. É um chamado pelo resgate do real flamenguismo, na pele de um dos maiores jogadores que vestiram o Manto Sagrado.
Agora, diante dos dois últimos resultados, parte-se do princípio de que o apoio incondicional ao ex-meio-campista também objetiva evitar que assuma um treinador com pouca experiência e que desconheça a realidade do clube e do elenco.
Ou seja, com a escassez de nomes disponíveis, Andrade deve ser confirmado como efetivo, a não ser que um desastre aconteça no domingo (leia-se: não vencer o lanterna Náutico, em casa).
Um técnico de fala mansa, de entrevistas ainda inseguras, de palavras dosadas num gaguejar típico de quem ainda não desembaraçou-se para um cargo tão importante. Seu desafio é ser um dos centros das atenções. Era fundamental no esquema do time que tudo venceu nos 80, mas era coadjuvante entre os holofotes. Agora, deve estar preparado para uma exposição ostensiva – e muitas vezes, cruel.
A julgar pelos discursos, os jogadores devem estar sendo cativados pelas palavras de Andrade. Internamente, a claudicância provavelmente dá lugar à segurança de um vitorioso nas quatro linhas.
Talvez seja isso que importa, agora. Alguém que trabalhe para comprometer o elenco e que queira aparecer pouco, sem invencionices.
“O que for melhor para o Flamengo, é o melhor para mim”, disse ele no fim da entrevista de ontem.
Então prepare-se, Tromba. A sua hora chegou.
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Flamengo 3 x 1 Atlético-MG. Jogo que ainda expôs falhas defensivas, mas que serviu para iniciar a recuperação de Léo Moura, que esteve em ótima noite. Emerson foi mais uma vez um monstro até metade do segundo tempo, quando suas pernas pararam. Destaco Éverton e Toró, eficientes e decisivos. Kleberson e Wellinton começaram muito mal, mas se reabilitaram no segundo tempo. O zagueiro foi muito bem na etapa final.


