Arquivo do mês: junho 2009

A camisa do Júnior

por Max Amaral – de Denver, CO (ESTADOS UNIDOS)

Década de 70, cidadezinha no interior de Minas.
A mãe estava com os 5 filhos no “comércio” e uma banca d’A Primavera mostrava uma oferta imperdível: camisas para crianças, de malha, brancas, com diferentes escudos de times do Rio de Janeiro no peito, um preço excelente.
Selecionou duas com uma estrelinha em fundo preto e duas com listrinhas vermelhas e pretas. A filha ganhou uma boneca.
Quando o pai chegou em casa à noite, viu que dois dos seus filhos agora eram botafoguenses, e dois flamenguistas. Nenhum seguia sua predileção (inexplicável) pelo Fluminense.
Depois de alguns anos, o quadro na família se alteraria: o caçula, flamengo, morreria em um trágico acidente. O quarto filho viraria a casaca e abraçaria a paixão do pai. O filho mais velho permaneceria um botafoguense típico, ou seja, não ligaria muito para futebol ou para o time.
O terceiro filho se tornaria, a cada dia , mais apaixonado pelo Flamengo.
Era o único na família a defender as cores do time da Gávea. Sem contar o isolamento dentro de casa, ainda sofria pressão por parte de tios e primos, e a mãe teve que intervir várias vezes em brigas que começavam por que alguém falava mal do Zico.
Isso ele não admitia.
Ofender o Zico era imperdoável, algo que requeria uma ação violenta como reparação.
E o Zico era tão idolatrado que o menino se recusava a jogar com a 10. Ele não era digno.
Então, voltava suas atenções para outro dos muitos craques daquele time fantástico e adotava outro jogador como modelo: Júnior. Um destro que jogava na esquerda. Personificação da raça rubro-negra. Um tio morava no Rio de Janeiro e dizia que era amigo dele, que jogavam peladas na praia. Era bom de bola, tinha cara de enfezado e jogava com a 5.
O menino adotou a camisa 5, e rabiscava o número com esferográficas nas costas de toda camisa que lhe caia nas mãos, para desespero da mãe que não conseguia entender aquela mania.
E hoje, 38 anos depois de ganhar sua primeira camisa do Flamengo, o menino sonha com o novo Manto que vai ser lançado amanhã, dois dias depois do aniversário do Maestro Leovegildo.
E já decidiu: vai comprar a camisa nova com o número 5 atrás.

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A MAGIA DA TORCIDA: Os heróis bicampeões no basquete

dsc00010 Elogiar os heróis do basquete rubro-negro é chover no molhado.

Campeões sul-americanos, e ontem, bicampeões brasileiros. O céu é o limite para esses guerreiros.

O Mundo Flamengo envia um grande PARABÉNS em nome de todos os rubro-negros no exterior. Obrigado por tanto honrarem a nossa camisa.

 

FLA 0 x 0 FLU – Digressões sobre a falta de um meia

Por Paulo Lima
De Eastchester (NY), ESTADOS UNIDOS

Não, não achamos o nosso padrão de jogo.

A vitória maiúscula sobre o (misto) Internacional nos deu a impressão (e povoou os discursos rubro-negros durante a semana) de que os vexames de Pernambuco e Paraná foram obra do acaso.

Que Fla-Flu é clássico, é o óbvio. Mas poucas vezes vi um rival encurralar outro como fez o Flamengo no segundo tempo. E ter a triste incapacidade de não saber tramar uma jogada a gol.

Dependemos muito dos laterais, é fato há tempo. E, por incrivel que pareça, LM e Juan fizeram boa partida, senão com 100% de eficácia, mas com vontade.

A questão é que o Flamengo, como qualquer time, precisa de um meio-campista.

Éverton não me parece ser este jogador, embora tenha desempenhado bom papel – melhor até no primeiro tempo, quando o time como um todo não rendeu. Mas nada que justificasse sua substituição pelo Petkovic. Não entendi a do Cuca.

Anyway, foi estranho ver Adriano sistematicamente buscando o jogo. Olha que foi alto o índice de acertos do Imperador nos passes perto da área. Mas ele não é o cara. Tivéssemos outro dele, ficaria mais fácil.

Chegou a hora de testar novas opções. Éverton é um bom apoiador, mas joga muito pelas laterais. É necessário um desafogo pelo meio. E não de Ibson ou de Kleberson, que está de volta. Alguém que não olhe para a bola enquanto a conduz, que veja o jogo de forma ampla.

Zé Roberto não pode sê-lo. Desconfio que Fierro também não, embora eu queira vê-lo mais em ação para uma conclusão definitiva. Não descartaria Pet, mas não creio que ele exiba a vitalidade para 90 minutos intensos. Léo Moura no meio? Nem pensar.

Vamos às alternativas…onde está Erick Flores? É preciso que o moleque entre no fogo de uma vez, para saber se serve ou se não serve. Camacho também deve ser experimentado. Se exibir o bom futebol que Fabrício mostrou na zaga, podemos apostar no garoto.

Meu receio, e de muitos, é que o esquema que nos faz refém dos laterais permaneça, o que não abrirá espaço para um jogador deste estilo. A tendência é que Cuca opte pelo retorno de Kleberson no lugar de Everton, mantendo Williams e Toró como volantes.
Assim, mais uma vez dependeremos de LM e Juan para sobreviver ofensivamente.

E mais: na ausência de um meia mais ofensivo, ainda que seja um Everton, LM e Juan ficarão ainda mais responsabilizados pelos ataques rubro-negros. Ou seja, dependeremos do humor e do astral de ambos para termos sucesso.

Ou dos ataques armados por Adriano…

Flamengo x Fluminense: Transmissão

O Fla-Flu de hoje será transmitido ao vivo, às 18:30 (Horário de Brasília), pela Globo Internacional, mas apenas para os países da América, Ásia e Oceania. Quem mora na Europa ou África apenas terá direito a ver a repetição do jogo às  21:20 (Horário de Brasília). Para saber os países que têm transmissão da Globo Internacional, clique aqui.

Para quem não tem acesso à Globo Internacional e quer ver o jogo através da Internet, a partida será transmitida em alguns canais online através da JustinTV. Para saber quais os canais que transmitirão, consulte o site da JustinTV.

O meu cantinho

Por Thiago Gonçalves, de Braga (Portugal)*

Quando uma pessoa muda de país passa a dar valor às coisas mais simples que tinha na sua terra, mas que agora são só lembranças. Isso acontece com muitas coisas, desde o simples calor ao longo de todo o ano, à simpatia natural do povo, aos familiares… Para além disso tudo eu senti bastante falta do meu Flamengo.

Sou carioca e desde pequeno era levado pelo meu pai ao Maracanã. Fui criado num condomínio em frente à estação de trem da Mangueira e mais tarde mudei-me para um apartamento na rua da Universidade Veiga de Almeida. Para quem não conhece a zona, entre a antiga moradia e a nova existe o Maracanã, ou seja, tanto antes como depois eu estava há uns dez minutos a pé do estádio.

Mudo de país e fico há mais de 7500km, nove horas de avião e a lembrança do Maracanã, da torcida do Flamengo passam a ser mesmo isso: lembranças. Para suplantar essa saudade, decidi criar o que hoje eu chamo de meu cantinho. Não pensem que é nada demais, mas é apenas a maneira como eu coloquei (decorar é coisa de tricolor) o meu quarto de modo a que se tornasse mais pessoal.

No centro da parede tenho o meu grande orgulho: a bandeira do Flamengo emoldurada como um quadro. Ao seu lado, um cachecol comprado aqui em Portugal que assim que vi à venda tive uma alegria tão grande que nem consigo explicar e comprei na hora. Junto a esse cachecol está uma faixa-toalha que meus pais trouxeram da Fla-Boutique há dois anos quando foram ao Rio.

Do outro lado da bandeira está uma prateleira onde coloco pequenas coisas como minha velhinha carteirinha de sócio de 1996, fitas VHS, o livro do Zico e o livro do Blog (nem vocês deviam saber que um exemplar está do lado de cá do Atlântico), porta-cds, chaveiros, copo, ou seja, qualquer pequeno adereço do Flamengo vai para a prateleira.

Na cama faz falta um jogo de cama oficial que há à venda na Fla-Boutique, mas como temos que ser criativos, comprei um edredom rubro-negro que encaixa na perfeição com o resto do quarto.

No armário, numa gaveta destinada para isso, encontram-se os Mantos. O que eu tenho mais carinho foi um que foi oferecido ao meu pai pelo Galinho nos anos 70 e só tenho pena que o autógrafo tenha saído com o tempo, mas ele há de dar outro. Na verdade a camisa não foi oferecida ao meu pai, mas sim a uma tia dele que encontrou com o Zico numa festa e o Galinho ofereceu-a a camisa. Como ela não ligava ao futebol e o marido é tricolor, o felizardo com o presente foi o meu pai, o sobrinho recém-chegado de Portugal que já tinha se apaixonado pelo Flamengo.

Esse meu cantinho é uma coisa simples, mas vocês não imaginam o orgulho que é quando chega um amigo no meu quarto e comenta: “Pah, tu és mesmo doente pelo Flamengo”. Costumo responder que Flamenguista não é doente, doentes são os outros por não terem noção do que é o Flamengo.

Mas essa minha “doença” já fez com que um amigo assistisse, via Justin, à final do Carioca e torcesse para o Flamengo admirado com a imagem da torcida. Eu só soube no dia seguinte quando ele me veio parabenizar pelo Tri e quando disse: “Os adeptos do Flamengo são demais… Quem dera que aqui vivêssemos o futebol assim…” Meus amigos, eu quase chorei de emoção, me arrepiei todo. Um orgulho danado. E o detalhe: esse meu amigo tem desde pequeno uma camisa do Botafogo que um tio ou primo deu-lhe de presente quando foi ao Brasil. Coitado… mas já lhe prometi que quando for ao Brasil, trago-lhe uma camisa como deve ser.

*texto originalmente publicado no blog da FlamengoNet

Tantas notícias…

Por Felippe Gonçalves – Covilhã, PORTUGAL

Amigos rubro-negros, essa primeira metade da semana foi sem dúvida cheia de notícias potentes sobre o Flamengo: de uma hora para outra ouvimos falar sobre uma estratégia para manter os salários em dia, sobre a “fusão” do CFZ ao Flamengo e ainda sobre um programa de sócio-torcedor que estaria prontinho para ser lançado.

Vamos distrinchar por partes:

  • Salários em dia: acho que ainda  não percebi muito bem essa jogada. Pelo que percebi, o clube terá uma conta num banco com “cheque-especial” com limite de 7,6 milhões de reais, o que equivale a três meses de salários.Segundo o clube, os juros são os normais praticados pelo mercado. O dinheiro para pagar esse “cheque-especial” viria dos contratos de patrocínio, fornecedor de materiais e transferências. Eu sempre ouvir dizer que pegar empréstimo para pagar dívidas é furada e então eu me pergunto: isso não será apenas uma maneira de garantir que tem sempre os 7,6 milhões separados quando for preciso pedir emprestado e depois ficar pagando juros como de costume? Por que não pega esse dinheiro de fornecedores e paga diretamente os salários, sem passar pelo “cheque-especial” e seus juros?
  • Fusão com o CFZ: apesar de ainda estar um bocado nebulosa essa notícia, a primeira vista parece algo bem legal para o clube. Supostamente amanhã teremos mais novidades e eu estou aguardando ansioso. Zico já deixou claro que não está muito virado para se aproximar da política do clube, mas só em vermos o Galinho metido numa coisa dessas já dá pra ficar sonhando…
  • Sócio-Torcedor: se for nos moldes que estão sendo falados, começa errado só pelo nome. Pode ser um projeto muito bom voltado para os rubro-negros, mas de sócio não tem nada. A não ser que o ser sócio limite-se a ter uma carteirinha do clube e o nome numa base de dados.  Lançarem um programa que tem duas categorias pagantes sendo que uma custa R$8 mensais e a outra custa R$333 é no mínimo hilariante. O fato da primeira não ter direito a voto (perfeitamente aceitável devido ao valor) e a segunda, com direito a voto, só ser lançada depois de 31 de Agosto (última dia para quem quer votar em 2012) já mostra bem o porque de não existir uma categoria de trinta, quarenta ou conquenta reais com direito a voto. São coisas dessas que machuca…

Ou seja, grandes assuntos em poucos dias. Temas que são super importantes para o nosso clube, mas que eu não consigo olhar com 100% de confiança. Será perseguição de minha parte? Estarei tentando achar problema onde não existe? O que vocês acham?

Esclarecimento / Nota no Diário LANCE!

LANCE!
O Mundo Flamengo agradece a nota publicada pelo LANCE!, na página 11 da edição desta quinta-feira, 25 de junho de 2009 (imagem acima). Mas tem o dever de esclarecer que:
- A iniciativa da campanha por angariar novos sócios para o Clube de Regatas do Flamengo não partiu ou foi originada pelo blog Mundo Flamengo. Trata-se de uma ação conjunta de quinze dos maiores blogs temáticos sobre o Mais Querido e que reúne tão-somente a ideia de ampliar o processo democrático do clube, sem outros interesses;
- Diferentemente do que diz a nota do LANCE!, a meta é ampliar o número de votantes não para as eleições de novembro próximo (que, aliás, serão em dezembro), e sim no pleito de 2012. Segundo o estatuto, os novos sócios só podem exercer o direito de voto a partir 3 anos, seja sócios do Rio ou fora do Rio. Novos sócios proprietários podem votar após dois anos. Por isso é tão importante a associação de novos rubro-negros até 31 de agosto deste ano. Na mesma data, daqui a três anos, a lista de eleitores é fechada para o pleito em questão.

Faça parte do Flamengo dos seus sonhos. O prazo é até 31 de agosto.

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Atenção, rubro-negros: está chegando o dia 31 de agosto. E o que significa esta data?

31 de agosto é o último dia que você tem para se tornar sócio do Flamengo e poder participar das eleições de 2012. Sim, porque as de 2009, já era – participarão apenas aqueles que pensaram nisso três anos atrás.

É claro que ser sócio do Flamengo não é fácil.
As mensalidades não são baratas, e o clube não tem feito muito esforço nem para atrair mais gente, nem para recompensar aqueles que já estão lá. Mas o que o Flamengo precisa hoje é de gente que não se intimide com isso. Tornar-se sócio é um ato fundamental de cidadania para aqueles que têm condições e realmente se importam com o destino de sua Nação. Muitos dizem que “não vou dar meu dinheiro enquanto esta estrutura falida estiver lá”; é mesmo a resposta mais “fácil”, mas não se trata disso – porque você já entrega sua grana a eles mesmo sem se dar conta (pois é: o dinheiro do seu ingresso, por exemplo, já cai na conta do Clube e é controlado pela diretoria). Trata-se de fazer realmente parte do seu Clube.

O Flamengo é uma Nação, formada por dezenas de milhões de pessoas – mas apenas cerca de 5 mil hoje apitam nas suas decisões. Todos os demais cidadãos rubro-negros estão, agora, olhando tudo de fora. Há um desequilíbrio claro aí, que precisa ser corrigido. Nas últimas duas eleições, o vencedor se elegeu com menos de mil votos – algo ridículo para o tamanho que o Flamengo tem. E não existe caminho para o Flamengo que não passe pela vontade de seus associados. Não há Zico, Leonardo, Dom Pedro ou Padre Cícero que possa ser o salvador rubro-negro se os atuais sócios não disserem “amém” – pouco importa o que pensem todos os demais flamenguistas do Mundo. É preciso enxergar isso com clareza: é impossível qualquer mudança que não venha de dentro.

Fica a pergunta: com todo o investimento que você já faz no Flamengo hoje (dinheiro de ingresso ou pay-per-view, compra de produtos oficiais, tempo de fila no estádio, na frente da TV ou lendo jornais, blogs e Orkuts, estresse com a esposa pelo tempo gasto no fim de semana…), faz sentido que você não se inclua entre aqueles que decidirão o que vai acontecer com a sua paixão? É preferível ter o poder apenas de reclamar – sem nunca poder realmente participar?

Se o Flamengo que está aí não é aquele com que você sonha, faça algo quanto a isso. E é por entender que é preciso fazer algo que diversos blogs e sites rubro-negros estão se juntando nesta corrente, publicando simultaneamente este texto e esta convocação: seja sócio e faça parte do Flamengo dos seus sonhos. Não espere por um “sócio”-torcedor – ele não dará direito a voto, não lhe fará participar realmente da vida de seu clube. A hora é agora!

Como ser sócio – o caminho das pedras

- Pra quem é do Rio de Janeiro

Há duas opções: você pode ser Sócio Contribuinte ou Sócio Proprietário, ambos com direito a freqüentar a sede da Gávea.

O Sócio Contribuinte não precisa comprar título – apenas pagar as mensalidades (R$105,00, se for individual, ou R$150,00, se quiser incluir como dependentes seus filhos, esposa/marido e mãe).

Para ser Sócio Proprietário, já é preciso comprar o título – custa R$6.540,00 à vista comprando direto do clube. Também é possível parcelar em até 10 vezes, com o valor total então chegando a até R$8.000,00. Este tipo de sócio está dispensado das mensalidades por 5 anos; a partir daí, passa a pagar a metade do Sócio Contribuinte Familiar (o que, hoje, dá R$75,00). O Sócio Proprietário pode incluir dependentes para freqüentarem a sede e ainda tem dois bônus: pode votar a partir de 2 anos de sócio (contra 3 anos das outras categorias) e, a partir destes mesmos 2 anos, pode se tornar membro do Conselho Deliberativo – sem precisar se candidatar nem nada, apenas declarando por escrito que quer exercer este direito. É isso: qualquer um pode ser conselheiro do Flamengo, bastando ter este título de sócio, sem dificuldades.

Se você comprar o título de Sócio Proprietário de alguém, o clube cobra uma taxa de transferência de R$1.600,00. E é bom verificar se o antigo dono do título já pagava mensalidade – se for o caso, você também vai ter que pagar imediatamente, sem ter direito aos 5 anos de isenção.

Para se associar: é preciso ir à Gávea, levando os documentos pedidos: cópia do RG e do CPF e uma foto 3×4. Se for incluir dependentes, devem ser levados uma foto de cada um e cópia da certidão de nascimento (pro caso dos filhos) ou certidão de casamento ou declaração de companheira com firma reconhecida (no caso de esposa/marido).

- Pra quem não é do Rio de Janeiro

Para quem mora a mais de 100km do Rio de Janeiro, é possível se tornar Sócio off-Rio.
A mensalidade custa R$40,00 e dá o direito de votar, ser votado (com três anos de sócio) e freqüentar a sede da Gávea por até 30 dias ao longo do ano.

Infelizmente, nas eleições deste ano, o sócio off-Rio que quiser votar terá que viajar até o Rio e comparecer à Gávea. Mas estamos agora falando das eleições de 2012 – e se houver uma quantidade realmente significativa de sócios off-Rio, há tempo de se movimentar para criar outros meios até lá.

Para se associar: é preciso enviar ao clube duas fotos 3×4, cópias do RG e do CPF, um comprovante de residência que mostre que você mora a mais de 100km do Rio de Janeiro e o comprovante de depósito de R$55,00 (R$40 da mensalidade e R$15 da carteirinha) na conta do clube no Bradesco (agência nº 887-7, conta corrente nº 13.800-2).

- Mais informações

Pra tirar qualquer dúvida, o melhor é entrar em contato com a secretaria do clube. O telefone é (21) 2159-0202 e o e-mail é secretaria@flamengo.com.br
Há ainda informações no site do clube, nos endereços http://www.flamengo.com.br/site_clube/socio_seja.html e http://www.flamengo.com.br/site_clube/socio_out_rj.html

Estão nessa corrente os seguintes blogs e sites:

Blog da FlamengoNet – http://flamengonet.blogspot.com/
Blog do Flamenguista – http://blogflamenguista.wordpress.com/
Buteco do Flamengo – http://butecodoflamengo.blogspot.com/
Campeão do Mundo e Penta – http://www.campeaodomundoepentacampeao.blogspot.com/
Fla Jubá – http://flajuba.blogspot.com/
Fla Pantanal – http://urubuzadams.wordpress.com/
Flamengo Eternamente – http://flamengoeternamente.blogspot.com/
FlamengoRJ – http://www.flamengorj.com.br/
FlaNews – http://flanews.wordpress.com/
Magia Rubro-Negra – http://magiarubronegra.wordpress.com/
MundoFlamengo – http://www.mundoflamengo.com/
Ninho da Nação – http://ninhodanacao.blogspot.com/
SobreFlamengo – http://sobreflamengo.blogspot.com/
Uma vez, sempre Flamengo – http://umavezsemprefla.blogspot.com/
Urublog – http://colunas.globoesporte.com/arthurmuhlemberg

Se você também toca um blog ou site, divulgue também a mensagem!

NOTA DO MUNDO FLAMENGO: Infelizmente, a direção do C.R. Flamengo ainda não confirma oficialmente a possibilidade de nós, rubro-negros residentes no exterior, nos tornamos sócios na categoria OFF-Rio.  Sabe-se apenas que supostamente se pode requerer a associação com um comprovante de residência no Brasil. Esse blog tem a missão de atualizar os internautas com novidades a respeito.


A Magia da Torcida: O ‘showcolate’ do Imperador

Após duas semanas com jogos fora de casa – e resultados trágicos – o Flamengo retornou ao Maracanã em grande estilo. Nada melhor que golear o Internacional (e daí que foi time misto?, lembremos que os reservas colorados bateram o Corinthians no Pacaembu) e com três gols de Adriano.
Para a galera no exterior, aqui vai o segundo do Imperador, de falta, registrado diretamente da torcida FlaChiclete. Vamos matar a saudade do clima do Maraca em mais um post publicado em parceria com o Magia Rubro-Negra.
Que a dose no Fla-Flu se repita!

O melhor de dois mundos

por Max Amaral – de Denver, CO (ESTADOS UNIDOS)

Ontem, dia dos Pais aqui nos Estados Unidos, não pude assistir à bela vitória do Mengão sobre o Inter. Desta vez, o motivo de minha ausência à frente de um computador para acompanhar o jogo foi algo diferente das normais obrigações com a família em um começo de tarde de domingo: Um amigo me convidou para assistir a um jogo de beisebol e, depois dos vexames das semanas anteriores, achei que eu merecia uma folguinha do estado de nervos em que o Flamengo tem me colocado.

Bom, primeiramente, eu tenho que explicar que não entendo nada de beisebol. Na verdade, eu já desisti de entender essa prática que, por falta de definição melhor, vamos continuar chamando de esporte. É uma brincadeira de crianças que passou a ser praticado por adultos, ganhou regras esquisitíssimas e pode se arrastar por horas e horas (o jogo de ontem demorou quase 4 horas, debaixo de um sol maravilhoso).

Como esporte, é chato pacas. Nada acontece durante uma eternidade e, de repente, uma jogada aparentemente banal arranca aplausos do estádio inteiro.

Como fenômeno antropológico, é fascinante. A diferença entre o que acontecia aqui em Denver e, ao mesmo tempo, no Maracanã daria para escrever um livro que explicaria os Estados Unidos, o Brasil e a origem e o significado do Universo.

Acho que exagerei um pouquinho, mas sim, daria para explicar muitas das diferenças entre Pindorama e os States.

Mas vou me concentrar no aspecto mais evidente e falar do estádio.

Para começar, é tudo o que o Maracanã não é: limpo, organizado, inteiramente pensado para atender à torcida com o maior conforto. É novo, bonito, ecologicamente correto (os placares eletrônicos funcionam à base de energia solar) e serviu para recuperar uma parte da cidade que estava meio degradada anos atrás.

Coorsfield

A casa dos Colorado Rockies tem o patrocínio de uma grande marca de cerveja daqui (cerveja e esporte, como é que ninguém no Brasil nunca pensou nisso?!!?) e se chama Coors Field. Você quer ir ao banheiro durante o jogo? Telões mostram o jogo em qualquer lugar do estádio em que você estiver. Quer comer alguma coisa? Há lojas e mais lojas oferecendo tacos, churrascos, hamburguers, cachorro quente, salgadinhos, amendoim, sorvetes. Quer beber algo? A Coors instalou uma microcervejaria dentro do estádio. Sim, é isso mesmo, eles não só vendem cervejas lá dentro como a fabricam ali mesmo. E, sem frescuras, você ainda pode optar por várias marcas de cervejas importadas em quiosques espalhados por toda parte. Há um restaurante luxuoso com vista panorâmica para o campo de jogo e um salão de eventos exatamente no nível do gramado que você pode alugar para fazer a festa de aniversário de seu filho durante uma partida.

Logo na entrada, após você entregar seu ingresso, há pessoas distribuindo bonés grátis com o logotipo do time local – patrocínio de um shopping especializado em móveis. Há pelo menos 3 stands de concessionárias de carros, convidando você a conhecer lançamentos. Eu pensei que isso fosse um despropósito mas, depois, me dei conta da inteligência da coisa: você está ali, à toa, faltam 40 minutos para começar o jogo, o dia está maravilhoso, há um clima de festa a sua volta, você já tem uma ou duas cervejas na cabeça… Um bom vendedor vai te empurrar um carro fácil, fácil.

Além da grande loja oficial de produtos licenciados do time da casa, você esbarra em vários estandes vendendo bonés, chaveiros, camisas, flâmulas, briquedos para crianças… Sim, há crianças por toda parte. Mães com bebês no colo ou em carrinhos, há acesso fácil para as cadeiras em qualquer parte do estádio, os banheiros limpíssimos têm estrutura para troca de fraldas, além de banheiros exclusivos para crianças. Meninos de 10 anos de idade, das escolas locais, são selecionados (a partir de seu desempenho na escola) para entrar com o time em campo. É um prêmio por mérito, não um favor de um diretor amigo.

E já que eu falei em acesso, você vê também muitos idosos, muita gente em cadeiras de rodas. O acesso é fácil, não tem tumulto, não há brigas ou correrias. E há voluntários (idosos, em sua maior parte) pelo estádio inteiro para orientar e ajudar as pessoas a acharem seus lugares.

Mas é no comportamento da torcida que as diferenças ficam mais evidentes. 40.000 pessoas tiraram a tarde de domingo para um programa divertido, não para torcer para o seu time de infância. Se ganhar ou perder, não vai alterar significativamente o humor de ninguém. E a falta de expontaneidade, de paixão, é o que mais chama a atenção – tanto que toda a “torcida” pelo time é orquestrada pelo sistema de som do estádio, que tocas as musiquinhas que a multidão acompanha com palmas, ou faz barulho quando ordenado.

Todo mundo já ouviu falar do silêncio que se abateu sobre o Maracanã em 1950, quando o Uruguai ganhou a final da Copa, não? Pois nada me assustou mais ontem do que o silêncio respeitoso que todo o estádio fez enquanto um pai e seu filho cantavam o hino americano antes do início do jogo. Silêncio mesmo, de se escutar uma moedinha caindo no chão do outro lado da arquibancada.

Eu fiquei imaginando a maravilha que seria uma estrutura daquelas recebendo uma torcida de verdade como a do Flamengo. Como seria interessante você ir com sua família ao Maracanã naquele clima de paz e tranquilidade. E como o time ganharia dinheiro com a presença de sua torcida ali, daquele jeito.

Definitivamente, como seria bom poder reunir o melhor dos dois mundos.

Zico, o maior jogador de clube de todos os tempos

Por Paulo Lima*

Tempos modernos difíceis. Relembremos o passado. Ainda que nunca se o tenha vivido.

É mal de quem queria ter nascido alguns anos antes. Meus pais se casaram em 1970 e tiveram a infeliz ideia de só me gerarem 10 anos depois. O prejuízo por este hiato sinto especialmente por um aspecto: não ter visto o melhor dos Flamengos, com a geração de Zico e cia. Tivessem me produzido uns três anos depois (convenhamos, é tempo muito bom para aproveitar o matrimônio a sós) do matrimônio, digamos – o que seria 1973 – eu teria visto o Mundial de Tóquio com oito anos. E não venham me dizer que não lembramos do futebol nesta idade. Jamais me esquecerei do vizinho vascaíno ordinário que me ligou logo após o gol do Cocada (escutado pelo rádio).

Após essa digressão, e mediante o contínuo interesse em resgatar essas glórias nunca vistas, deparei-me com um recente artigo no “Daily Mail”, um respeitado jornal britânico, que publicou uma lista alternativa dos 10 melhores jogadores da história. Alternativa apenas porque uma anterior havia sido divulgada. Mas nada que invalide sua importância.

Fato é que a segunda relação contém Zico como o décimo maior. Para nós, nada de anormal. Aliás, anormal, sim, pois em nossos corações trata-se inquestionavelmente do número 1. Mas vivendo a mente europeia e especialmente a inglesa, podemos atribuir que a conquista de 81 sobre o poderoso Liverpool ainda faz do Galinho um esportista mágico, à frente de seu tempo.

Sim, porque os outros nove são nomes consagrados, por terem brilhado em um ou mais clubes e/ou também por suas seleções.

O que chama a atenção é justamente Zico não ter alcançado glórias significativas com a Amarelinha – fez parte de uma geração maravilhosa, que seduziu o mundo, mas fato é que nem Copa América venceu. E ainda sim está no top ten. Copa Roca não vale.

Ou seja, sem paixão, e baseando-se na lista do Daily Mail, sou levado a afirmar que ZICO foi o maior jogador de clube em todos os tempos.

Serei contestado por essa assertiva, principalmente pelos leitores não rubro-negros. Mas vamos aprofundá-la.

Entre três ingleses, em 81

Entre três ingleses, em 81

Trocando em miúdos: o Galo foi o maior jogador de clube da história do futebol porque foi o que melhor conseguiu, em apenas uma agremiação, atingir o melhor nível e o reconhecimento mundial sem ter conquistas expressivas pela Seleção.

É claro que na Udinese ganhou a propagação necessária para consolidar seu já conhecido nome internacionalmente, mas nada fez de diferente ou melhor do que na Gávea – tanto é que, embora tenha encantado os italianos, não ganhou títulos significativos por lá. No Kashima, onde foi percursor, é ídolo. Mas sem nenhuma J-League no currículo.

Sendo assim, concluo a explicação dizendo que Zico figura neste top ten não por sua vida e obra com a Amarelinha, e sim pelos títulos de destaque e evidência com que conduziu um dos maiores scratches futebolísticos do planeta.

Como base comparativa, vejamos os outros nomes.

Pelé foi o Rei do Santos. Mas também o foi pela Seleção, com três Copas. Ou seja, a trajetória na Seleção foi tão ou mais decisiva para ser considerado o maior de todos.

Maradona já seria descartado por ter brilhado por dois clubes (Boca Juniors e do Napoli), além de ter liderado a seleção argentina na conquista do Mundial de 86.

Di Stéfano, foi um monstro no Real Madrid e por ele se notabilizou como “o Pelé que nunca jogou uma Copa”. Mas, antes disso, venceu dois Campeonatos Argentinos pelo River Plate e três Colombianos pelo Milionarios. Foi o grande nome dessas equipes na década de 40 e, por isso, considero que tenha sido arrebatador e decisivo para a história de mais de um clube.

Irão me dizer que o destino de Cryuff pela Holanda foi tão cruel como o de Zico no Brasil (muito embora tenha sido vice mundial em 74). Mas o gênio da Laranja Mecânica dividiu seu apogeu entre o Ajax e o Barcelona.

Zidane foi o mago da Juve, do Real Madrid e dos Bleus em 98 no Mundial, em 2000 na Euro…

Beckenbauer era o Kaiser de Munique, tamanha a identificação com o Bayern. Mas levou uma Copa para casa em 74. Por isso está onde está.

George Best, talvez o nome mais que melhor rivalizaria com Zico sob os critérios adotados na comparação, também entrou para a história do Manchester United como fez o Galo com o Flamengo. Além disso, por ser norte-irlandês, nunca jogou uma Copa.  Mas creio que não vence o Galo por 3 aspectos: a) teve menos títulos de expressão que o nosso 10 (dois nacionais e uma Champions League – perdeu o Mundial para o Estudiantes – contra quatro Brasileiros, uma Libertadores e um Mundial de Zico); b) teve uma carreira menos extensa em seu clube (dez anos contra 16 do Galo). c) ao contrário de Zico, não é tido como o grande nome da história de seu time – antes dele há certamente Bobby Charlton (isso se a história não apontar alguém das recentes gerações, que vez por outra dominam a Europa e o mundo há dez anos).

Ferenc Puskas tornou-se tão ídolo do Real Madrid (três Champions League, um Mundial, cinco Ligas Espanholas) que se naturalizou espanhol. Mas é também o maior jogador da história do Honved, uma espécie de Santos da Hungria, onde arrebatou cinco campeonatos nacionais. Apesar da frustração do vice na Copa de 1954 pela Hungria, foi campeão olímpico por essa seleção dois anos antes, o que também contribui para sua proeminência mundial.

Platini, o nono nome, foi craque do Saint Étienne e do Juventus. E merecia melhor sorte pela França, muito embora tenha erguido pelos Bleus a Copa Européia de 82.

E então, racionalmente falando, concordam com a afirmação?

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É verdade que muitos nem colocariam Zico no top ten. A primeira lista do jornal saca o Galo, empurrando para a 11a posição, e coloca Bobby Charlton. Bairrismo explica.

De toda forma, outros nomes poderiam aparecer, como os brasileiros Garrincha, Ronaldo, Romário, ou o alemão Matthaus, o português Eusébio, o goleiro italiano Zoff….

Mas para entender as razões de Zico estar e ser reverenciado pelos ingleses, é simples: além de, como reporta o Daily Mail, ser “um sublime driblador, passador criativo e finalizador clínico, além de expert em faltas e chutes poderosos e precisos. Era um clássico camisa dez, um jogador que criava chances e marcava gols com a mesma perfeição”, Zico foi o artífice da derrocada do gigante Liverpool em 81.

Em um artigo de 2001, que lembrava os 20 anos do Mundial do Flamengo, a revista britânica “When Saturday Comes” , especializada em futebol, afirmou que o time da terra dos Beatles supostamente seria “o rei do mundo nos anos 80”, não fosse aquele camisa 10 dos “Brazilian red and blacks”.

Em uma fantástica descrição de como batemos os poderosos e encantamos o planeta, o artigo recorda as desculpas esfarrapadas dadas pelos jogadores e técnico do Liverpool após o acachapante revés. Chegaram a alegar cansaço, mas o autor recorda que era o Flamengo a estar no fim da temporada – era o 77o jogo do ano.

Se interessar aos amigos, posso trazer a tradução completa do artigo no meu próximo texto aqui no blog.

“Ele tinha um primeiro nome [com a grafia] à inglesa – Arthur (e não Artur) Antunes Coimbra – mas o resto dele, naquele dia, era o melhor do Brasil” – WSC, Outubro/2001.

Viva Zico.

*texto originalmente publicado no blog da FlamengoNet

Especial Semana Mundo Flamengo – Jogo da Paz na Palestina começa a esfriar

Essa tal “Jogo da Paz” entre Flamengo e Corinthians, na Palestina, começa a subir no telhado.
A causa é nobre. Adriano e Ronaldo jogam em prol da paz, em uma área dominada há décadas por conflitos extremos.
Mas Israel já mostra certa insatisfação por não ter uma partida semelhante do outro lado da fronteira.
Se é para promover a paz entre Palestina e Israel, que haja um jogo em cada lugar, alega o embaixador israelense no Brasil ao jornal Ynet.
Giora Bachar, segundo a reportagem do Ynet, fez um protesto formal junto ao Itamaraty: “Pretendo fazer os brasileiros entenderem que se um jogo similar não acontecer em Israel, vamos ver isso como um ato de exclusão”, disse. “Seria melhor haver dois jogos ou mesmo um só, aberto a israelenses e palestinos”.
O governo brasileiro teria respondido que ainda não conseguiu patrocinadores nem para a partida apenas em Ramalá.
A matéria ainda destacou que os clubes brasileiros “não estão interessados em atuar em Israel, somente na Autoridade Palestina”, apesar do “grande interesse dos israelenses em acompanhar um jogo com os famosos Ronaldo e Adriano”.
À imprensa brasileira, o presidente em exercício Delair Dumbroscky foi mais diplomático. Disse estar em compasso de espera sobre a partida em Israel, mas não escondeu preocupação quanto a datas: “Você ir e fazer um jogo é uma coisa, mas fazer duas partidas demanda, pelo menos, mais dois dias. Nós temos problemas de data, mas pensamos que os amistosos podem ocorrer ainda neste segundo semestre, isso se a CBF concordar em transferir ou adiar alguns dos nossos jogos pelo Brasileiro”.
Trocando em miúdos: se depender da CBF, não sai nem o primeiro jogo. Ou alguém viu Ricardo Teixeira ou alguém da confederação nas reuniões entre Flamengo, Corinthians, governo…? No Haiti, foi ela a arquitetar o confronto, junto com o Ministério das Relações Exteriores…

Esse tal “Jogo da Paz” entre Flamengo e Corinthians, na Palestina, começa a subir no telhado.

A causa é nobre. Adriano e Ronaldo jogam em prol da paz, em uma área dominada há décadas por conflitos extremos.

Mas Israel já mostra certa insatisfação por não ter uma partida semelhante do outro lado da fronteira.

Se é para promover a paz entre Palestina e Israel, que haja um jogo em cada lugar, alega o embaixador israelense no Brasil ao jornal Ynet.

Giora Bachar, segundo a reportagem do Ynet, fez um protesto formal junto ao Itamaraty: “Pretendo fazer os brasileiros entenderem que se um jogo similar não acontecer em Israel, vamos ver isso como um ato de exclusão”, disse. “Seria melhor haver dois jogos ou mesmo um só, aberto a israelenses e palestinos”.

O governo brasileiro teria respondido que ainda não conseguiu patrocinadores nem para a partida apenas em Ramalá.

A matéria ainda destacou que os clubes brasileiros “não estão interessados em atuar em Israel, somente na Autoridade Palestina”, apesar do “grande interesse dos israelenses em acompanhar um jogo com os famosos Ronaldo e Adriano”.

À imprensa brasileira, o presidente em exercício Delair Dumbroscky foi mais diplomático. Disse estar em compasso de espera sobre a partida em Israel, mas não escondeu preocupação quanto a datas: “Você ir e fazer um jogo é uma coisa, mas fazer duas partidas demanda, pelo menos, mais dois dias. Nós temos problemas de data, mas pensamos que os amistosos podem ocorrer ainda neste segundo semestre, isso se a CBF concordar em transferir ou adiar alguns dos nossos jogos pelo Brasileiro”.

Trocando em miúdos: se depender da CBF, não sai nem o primeiro jogo. Ou alguém viu Ricardo Teixeira ou alguém da confederação nas reuniões entre Flamengo, Corinthians, governo…? No Haiti, foi ela a arquitetar o confronto, junto com o Ministério das Relações Exteriores…

(por Paulo Lima)

O sol deixou de brilhar

Por Leonardo Lage – De Yonkers (EUA)

Kleberson foi servir à Seleção Brasileira e abriu vaga no meio-de-campo para experiências. Acredito que muitos de nós, torcedores, gostaríamos de observar uma pequena sequência de jogos com o Erick Flores, ou dando vaga na segunda etapa para o chileno Fierro ou, sei lá, talvez o Zé Roberto jogando na posição dele.

Eu sei que precisamos de pegada no meio – subir o Willians para fazer par com Toró não é das piores ideias. Entrar com Everton no meio, também na posição dele, também vale a tentativa.

Depois da vitória sobre o Santo André, acreditava que o time manteria uma regularidade de apresentações.

Com um início arrasador no jogo seguinte contra o Sport Club do Recife, já me imaginava na ponta da tabela disputando o título. Mas, de repente, de uma hora para outra, (ou melhor, em 8 minutos) o sol deixou de brilhar para o Flamengo.

O time que nos últimos 3 anos tinha uma defesa sólida e um meio-de-campo marcador virou peneira, o goleiro que reclamava vaga na Copa do Mundo virou mão de manteiga, o técnico que era estudioso do futebol virou um inventor maluco, o time que era uma família se tornou rachado, desunido.

Depois daqueles malditos 8 minutos, o clube de regatas mais amado do Brasil entrou em crise, as nuvens carregadas esconderam de nós a luz do sol, nos fizeram ficar desacreditados, nos fizeram ficar desconfiados, transformaram herois em vilões, luz em trevas.

Amigos, como já dizia o grande Celso Blues Boy: “As coisas são assim, para quê se lamentar, se dentro de nós sempre brilhará”.

Duas perguntas aos amigos:

- Qual a sua pior lembrança rubro-negra?

- O que você acha de Vanderlei Luxemburgo no Flamengo?

Tenho certeza de que já vivemos trevas muito piores que essa.

Vamos Flamengo!

Calma Nação!

Por Felippe Gonçalves – Covilhã, PORTUGAL

Tudo bem, é demasiado frustrante para um clube como o nosso sofrer duas derrotas seguidas por números exagerados. Nove gols em dois jogos é realmente muito, e algo pode estar errado, não digo que não.

Mas como semana passada escrevi na minha coluna, estamos passando por uma sequência complicada de jogos, muito por culpa das duas deslocações seguidas (Recife e Curitiba).  Acredito que o povo brasileiro, e principalmente a mídia (entenda-se Mídia Anti-Fla), tem que saber que o Brasileirão é muito provavelmente o campeonato de futebol mais competitivo a nível mundial, e duas ou até mesmo três derrotas seguidas não podem ser encaradas como o fim do mundo.

Na Espanha, quem será o próximo campeão? Barça, Real, ou haverá espaço para uma surpresa? Na Inglaterra embora o equilíbrio seja maior, são apenas quatro clubes lutando pelo título, com Manchester United, Chelsea, Arsenal e Liverpool. Algo semelhante acontece na Itália, com Inter, Milan, Juventus e Roma. E no Brasil? Temos uns mais bem cotados do que outros, naturalmente, mas vejo pelo menos dez clubes com possibilidades e objetivo de conquistar o título. Isso demonstra as dificuldades que existem em competir no Brasileirão.

Somos os atuais campeões cariocas, fizemos uma campanha aceitável na Copa do Brasil, e até duas semanas atrás (depois de duas vitórias seguidas e depois do último jogo feito em casa), havia algum entusiasmo à volta do elenco, e hoje, exatamente quinze dias depois, parece que os problemas são enormes, fala-se de possível saída de Cuca e no início da semana foram anunciadas três dispensas (Josiel, Jonatas e Alex Cruz), embora justifiquem-se pelo término dos contratos acontecerem em breve.

É hora de pensar em tudo de bom que fizemos nos últimos anos e nos últimos meses, e com base nisso, gostei da atitude da direção de reunir o grupo e concentrarem-se na Granja Comary até o jogo com Inter. É preciso união para passar por esse momento menos bom, que não só o Fla atravessou, mas também o São Paulo que tem apenas uma vitória em seis jogos sem  ter economizado jogadores para a Libertadores, assim como o Cruzeiro, com somente duas vitórias. O Palmeiras também já ficou três rodadas sem saborear uma vitória.

Na minha opinião, duas derrotas seguidas não podem ser vistas da forma como estão sendo por todos. O único ponto que critico, e aí sim, fortemente, é o fato da motivação ter ido a zero depois de ver que a derrota já estava consumada, e sairmos do Couto Pereira com cinco na bagagem. Se houvesse mais meia hora de jogo, provavelmente seriam seis ou sete. Isso sim é inadmissível. No meu ponto de vista, qualquer derrota por mais que três gols de diferença demonstram uma grande falta de profissionalismo por parte dos jogadores, afinal não estamos falando de uma pelada entre amigos aos domingos. Isso tem que mudar!

Não sou um dos que sonho com o título (se acontecer, prefiro ser surpreendido). Sou realista e não vejo grupo experiente para tal, nem um comando técnico e estrutura diretiva para conseguir uma campanha fantástica a este nível, mas acredito que temos elenco para conseguir uma boa campanha, e lutar por uma vaga na Libertadores.

É hora de levantar a cabeça e deixar o Cuca trabalhar em paz, porque não é saindo e entrando técnico que se consegue estabilidade para competições e planejamentos a longo prazo. Confio no nosso elenco, e agora é encarar o jogo contra  o Inter como o recomeço, até porque, depois temos um FlaxFlu e é a hora ideal de conseguir uma sequência de vitórias.

Calma Nação, calma que não podemos perder as qualidades que tinhamos há quinze dias atrás em apenas 180min.

O rubro-negro que jamais quero ser

Por Paulo Lima – De Eastchester (NY), ESTADOS UNIDOS

Jamais vou deixar de ser Flamengo.

Seria como deixar de ser filho do meu pai, ou pai de minha filha.

Seria como deixar de ter nascido na data de meu aniversário, ou alterar a minha naturalidade. Posso deixar de ser brasileiro, mas jamais apagar o fato de ser carioca, de ter nascido no Rio de Janeiro.

É como ser Flamengo.

Mas há horas, e isso é inegável, que até as condições inexoráveis, até as relações irreversíveis, nos fazem pensar, refletir, reavaliar.

Acontecem normalmente em momentos difíceis, em situações caóticas, quando a entropia se quebra e o caos se instala. O normal seria aqui apontar todos os problemas do clube, mais escancarados do que qualquer coisa, e mirabolar suas soluções. Mas não. Melhor falar do que isso representa na minha cabeça e na de muitos flamenguistas.

Assim, da mesma forma como uma discussão dolorosa com um parente, o mais novo vexame do Flamengo me faz novamente pensar – algo infelizmente que tem acontecido com frequência nos últimos meses – que é hora de repensar a relação.

Pelo menos para mim e com certeza para muitos, SER Flamengo exige sacrifícios. São coisas aparentemente mínimas, mas até chegar e ter a tranquilidade para sentar em frente à TV e assistir ao jogo, o ritual se faz intenso. É filho que tem de dormir, é família que tem (e deve) de estar satisfeita com o programa no fim de semana, é cachorro que tem de estar passeado e alimentado, é casa sem empregada que tem de ser mantida para o início da semana…

A dose de sacrifício se manifesta de outras formas com outras pessoas, mas a essência é a mesma. São problemas financeiros, como o ingresso caro para muitos bolsos; problemas logísticos (como o meu e o daqueles que enfrentam horas para chegar ao estádio), e muitos outros.

Até para produzir os humildes textos para o blog a gente está deixando de fazer outras coisas importantes. Não, a torcida do Flamengo, como muitos pensam, não é formada apenas por desocupados, por inúteis. É gente que trabalha, que produz, que tem família, e que tem o Flamengo como grande prazer. Que sofre, que muitas vezes faz estripulias para ver o time jogar, para militar o rubro-negrismo. E que tem sido alvo de chacota, que tem sido vilipendiado por uma crise institucional que teima em não largar a Gávea. Que sofre por seu complexo de grandeza e por não ver o clube e o time não chegar nem perto dela.

O capítulo do ultimo domingo foi apenas mais daqueles que faz torcedores como eu pensar: vale a pena todo esse sacrifício? Vale a pena ter uma segunda operadora de TV a cabo apenas para ver esses ordinários em campo? Vale a pena o rubro-negro sair de Porto Alegre e ir para Curitiba e voltar com uma dessas? Vale a pena o sujeito brigar com a esposa (que justamente queria a companhia dele no fim de semana) para ver o jogo no bar e ter de retornar com uma dessas? Vale a pena…

O dia seguinte depois do dia seguinte, como hoje, começa sempre renovador após um vexame. As gozações diminuem, as notícias alentadoras começam a pipocar, o espírito se autocura e lá pela quinta-feira voltamos a ficar ansiosos por essa paixão bandida.

Mas devo dizer que a cada vez que isso acontece, o desânimo demora mais a passar.

Como afirmei no início, é claro jamais deixarei de ser Flamengo. De estar onde o Flamengo estiver, parodiando o belo hino gremista.

Mas a gente perde forças.

E, depois de uma dessas, muitos decidem realmente abandonar a militância, passando a ser um Flamengo de boca, um rubro-negro que cultiva a história e rechaça o presente. É o tipo de torcedor do qual se quer distância, já que ele não consome, não reverbera a paixão, não (re)produz o SER Flamengo.

Mas que faz aumentar seu número em larga escala depois de um domingo como o passado.

Espero que o Flamengo nunca me faça ter este fim.