Arquivo do mês: março 2009

MundoBangu

Ao me deparar com a programação do PFC Internacional, que supostamente deveria oferecer transmissão mesclada de jogos dos Estaduais, uma surpresa: Flamengo x Americano só passará em VT, na madrugada de quarta para quinta. É um absurdo. A única partida do Carioca ao vivo será o clássico entre Bangu e Tigres.
E dois jogos do Paulista na sequência.
Que critério.
Deve haver uma legião de banguenses no exterior. Acho que vou mudar o nome deste blog.

Pé atrás

Espero não soar como implicância.

Mas fato é que a goleada e a boa atuação do Flamengo sobre o poderoso Resende só começaram a ser desenhadas nos últimos 45 minutos, quando faltavam pernas e um homem aos nossos carrascos da Taça GB.

Com um jogador a mais e passando a explorar as laterais, o que não foi feito nos últimos 15 minutos da etapa inicial, o time de Cuca se impôs facilmente. Bisonhamente escalado como terceiro zagueiro, sem quase passar do meio-campo até a expulsão de Marcio Gomes, Éverton Silva achou todos os espaços disponíveis com a superioridade numérica. Léo Moura se encontrou no meio-campo. Ibson errou menos passes. Zé Roberto flutuou diagonalmente do meio para as pontas.

Salvo aqui a regularidade de Erick Flores durante todo o tempo que esteve em campo.

No mais, como há muito defendo, esta “invenção” do Cuca ainda está a léguas de me convencer.

Estranho silêncio

Felizmente, ou infelizmente, as vitórias convincentes conquistadas em campo, seja com show do camisa 9 seja sob o talento da nova revelação do clube, não me iludem mais.

Não consigo mais crer em círculos virtuosos criados espontaneamente, sob efeito de magia.

Sendo assim, os problemas estruturais são inequivocamente lembrados.

Uma das reflexões me causa profunda estranheza: nunca na história deste clube nota-se tamanha morosidade política a poucos meses de uma eleição presidencial, ao menos nos últimos seis pleitos que acompanho de forma razoavelmente crítica.

É realmente impensável como a gestão dos últimos cinco anos, que inegavelmente passou por momentos positivos mas também colecionou diversos e estrondosos fracassos, não encontra oposição nítida e clara com a escolha para o futuro do próximo triênio batendo à porta.

Como e por que isto acontece?

- Estariam os conselheiros, inclusive os que se dizem contrários ao atual governo, ligados a ele de forma a não terem forças para lhe fazer frente?

- Estaria a situação interna tão caótica, tão desesperançosa, tão catastrófica a ponto de nenhum mortal criativo e honesto se propunha a tal desafio?

- Estariam os nomes palpáveis para o cargo ainda distantes da realidade política do clube – Leonardo, Zico?

- Estaria a maioria da base de sócios costumeiramente presente e mobilizada em eleições previamente cooptada a apoiar a situação, haja o que houver?

- Estariam certas uma ou mais opções acima? Ou todas?

Inclino-me a crer que todas sejam verdadeiras.

Fato é que não me conformo em não ver um verdadeiro oposicionista para a administração de Marcio Braga. Ainda que ela tivesse muito mais acertos do que erros, trata-se de panorama extremamente nocivo para a democracia de uma instituição centenária. A alternância de poder faz bem à saúde de qualquer órgão.

João Henrique Areias, nome que cheguei a citar como viável em post anterior, faz, de fato, bom trabalho na vice-presidência de esportes olímpicos. Arrebatou verba para a ginástica, com a Prefeitura de Niterói, e agora está prestes a salvar o basquete com o patrocínio da Loterj.

Contudo, apesar de todo o sucesso, noto que aquele desejo de o publicitário implantar um projeto profissional no C.R.F, com gestão empresarial, séria e organizada, parece ter ruído ante o aparente encanto do executivo com a cadeira ocupada.

Que eu esteja falando tolices.

—crfrcrfcrfcrfcrfcrfcrf—

Quisera eu que a engenhosa partida contra o Resende deste sábado não me fizesse afastar das lembranças do último vexame do C.R.F, na semifinal da Taça GB. E de não relacionar esse e outros recentes fracassos com os defeitos de uma teimosa gestão.

Mas sigamos.

Responsabilidade injusta

Erick Flores não é Adílio.

Não é o aquele que carregará o time rumo ao penta tri, ou ao título da Copa do Brasil, ou ao hexa.

Seria muito injusto, um ato verdadeiramente covarde, imputar no jovem toda a responsabilidade do sucesso do Flamengo na temporada-2009.

Erick Flores carrega consigo, sim, a esperança do novo C.R.F, aquela apregoada do presidente ao torcedor comum: a prata-da-casa vencedora.

Mas não pode ser o único. Deve dividir a tarefa com os outros jovens de quem é contemporâneo.

Para isso, Cuca deve continuar a lançá-los, sistematica e cuidadosamente.

Que venham Lomba no gol, Wellinton na zaga, Jorbison na lateral-esquerda, Antonio no meio, Paulo Sérgio no ataque…

E outros que tiveram sucessos em categorias inferiores e que precisam contribuir com o Flamengo enquanto é tempo – seja até a hora de saírem seja até passarem do ponto de serem bem aproveitados.

Use-se, Cuca.

O melhor Flamengo x O Flamengo de sempre

Minha torcida especial pelo sucesso do Flamengo contra o Madureira começou a se desenhar assim que vi a escalação: Erick Flores como titular! Era algo que eu não apostava que Cuca faria. Bom, talvez então mesmo ele merecesse ficar.E o moleque correspondeu. Ousado, talentoso, ágil e algo diferente no moroso time rubro-negro na temporada.

Torci para que aquele Flamengo insinuante e diferente desse certo porque acredito que este seja o melhor Flamengo. Não sei se o ideal, mas o melhor Flamengo que vejo desde o auge do atualmente decadente esquema dos fortes pontas-laterais com volantes-criativos. Nada do outro mundo, mas uma estratégia que pode devolver à equipe a competitividade perdida no tempo.

Em alguns poucos lances, Flores e Zé Roberto foram ásperos, ariscos; tornaram um meio-campo pobre e sem alma em algo genuíno. Mesmo como único atacante, Josiel nunca esteve isolado. Tanto é que fez três gols.

Por incrível que pareça, achei extremamente positiva a queda de rendimento do time no segundo tempo. As entradas de Jonatas e Kleberson fizeram cair a máscara do bom futebol, tornando-nos a ver o Flamengo de Cuca, o protótipo de equipe que queremos distância: lenta, burocrática, sem vida e sem disposição.

Foi positiva porque, ao longo de 90 minutos, Cuca pôde experimentar o seu melhor Flamengo e o seu pior Flamengo. E realizar uma cristalina comparação entre ambos. Espero que seja minimamente observador e saiba tomar os rumos corretos a partir de agora.

Outro motivo de minha torcida especial se deveu ao bom rendimento de Erick Flores como representante da base do Flamengo. Contentou a muitos que queriam ver um prata-da-casa se firmar e abriu caminhos para os outros de sua geração ganharem crédito com técnico e diretoria.

Porque, perante a torcida (ou boa parte dela), há muitos os garotos são a opção necessária.

Léo Moura? Everton Silva não atua bem há uns três jogos (espero que o que crê ser sucesso não lhe tenha subido à cabeça). Se tiver que retornar, que o camisa 2 o faça na lateral. No meio, nunca mais. Se bem que uma banco de reservas não lhe cairia mal.

São Alex Tadeu. Dia 25 de março.

E pronto. O Cuca ficou.Discordo plenamente do Arthur, do Urublog.

Melhor momento após o clássico, impossível. Haveria tempo para impulsionar o time à final da Taça Rio sob outro comando e, com mais tempo até o Brasileiro, iniciar um processo de renovação que poderá nos livrar do pior.

Já que a diretoria preferiu manter nosso técnico, prefiro agora raciocinar que será realmente o cara até o fim da temporada. Agora, não quero que ele saia nem se perder do Madureira.

Imagino que Alex Stival será o homem que deverá ter a ousadia e o bom senso de separar o joio do trigo, discernir o que presta do que já passou do prazo de validade.

Infelizmente, como nossos comandantes não jogam com a racionalidade, vejo a manutenção do nosso treinador como sobrevida. Ou seja, perdeu o tri, perdeu o emprego (a não ser que tenha sido por uma roubalheira da arbitragem, ou nos pênaltis, um defecho bem à la Cuca mesmo).

Sendo assim, será uma temeridade começar um novo trabalho com outro treineiro a poucos dias do Brasileiro, e com Copa do Brasil a disputar (isso se estivermos ainda nela).
Ainda mais com as alternativas que se anunciam. Se ainda pintasse algum mágico…

Que São Judas nos ilumine. Não dá para antecipar o dia do nosso padroeiro para abril e pedir aquela bençãozinha básica?

Juan, pelo pragmatismo

E porque em meio a todos os medalhões eu preservo o Juan?- Não nego que seja muito por uma questão prática: não temos substitutos que me convençam (Egídio ou Everton improvisado);

- Não nego também que, entre todos os atletas mais velhos, é aquele que tem mais mercado na Europa (é mais jovem que Léo Moura, tem passaporte comunitário e tem mais participações na Seleção).

Mas também por ainda crer que, noves fora todas as especulações sobre sua saída, o atleta se mantém focado, interessado, participativo nos jogos. Em comparação aos outros, é mais estável e constante.

Bruno e Léo Moura, por exemplo, balançaram e caíram muito de rendimento depois que se anunciaram os intresses de Benfica e CSKA, respectivamente. O mesmo vem acontecendo (embora eu ache até que isto já tenha ocorrido com mais intensidade) com Ibson em relação ao Porto.

Agora, não dá para entender o que fazem Jônatas e Kleberson na Gávea.

Sinceridade é tudo.

Não sou dos que achava a derrota previsível – apesar dos pesares, nunca deixei de crer que poderíamos vencer e começar algo de positivo após o clássico.

Não sou dos que acredita que não deixou de faltar vontade e determinação à equipe – com salários atrasados ou não, empenho e espírito de luta estiveram ausentes do time na maior parte do tempo.

Não sou dos que isento o técnico de culpa simplesmente por acreditar que o C.R.F. vive um mal maior, que é a sua diretoria – não posso cruzar os braços e avalizar o trabalho de Cuca simplesmente por ter a consciência de que os problemas são muito mais estruturais do que conjunturais.

Não sou dos que deseja a saída do treinador a qualquer preço; não por não acreditar que, de vez em quando, seja bom, sim, mudar o comando; mas porque é preciso colocar em seu lugar alguém comprovadamente melhor. O título da Copa do Brasil não me fez mudar o pensamento sobre Renato Gaúcho (se ele um dia aparecer, formulo aqui o que penso a respeito dele) – nome único que aparece nas rodinhas para substituir o Cuca. Se for para ser o RG, prefiro o Andrade.

Não sou dos que acredita que uma vassourada geral no elenco AGORA nos servirá como panacéia. Uma medida extrema poderá ser fatal, e não me refiro a condenar uma conquista de título e sim não evitar o desastre do rebaixamento no Brasileiro – é necessário, imediatamente, um período de transição, com a ascensão de jovens e a preservação para o segundo semestre dos medalhões que ainda podem render – alguma coisa de útil ao Flamengo – como Angelim e Juan. Eu ainda daria crédito ao Fierro. Testemo-os como titular, dando-lhe uma chance de verdade.

—-

Bruno, Léo Moura, Fábio Luciano, Kleberson, Ibson, Toró, Jonatas, Maxi, Obina e Josiel deveriam sair no meio do ano. O ciclo destes atletas se esgotou no Flamengo. Talvez no gol e no ataque precisemos de reposição, mas não nas outras posições, onde podemos contar com pratas-da-casa – desde que comecem a atuar desde já, ganhando confiança e sequência.

Lomba, Everton Silva, Wellinton, Angelim e Juan; Williams, Antonio, Erick Flores e Everton (Fierro); Paulo Sergio (Kayke) e Emerson.

Tem time MUITO pior do que este que estará entre os 20 do Brasileiro neste ano. O Paraná Clube entrava todos os anos com um elenco muito mais baba e, bem treinadinho, de mansinho, sem expectativa, surpreendia e chegava bem na frente. Isso porque não a força de nossa camisa…

Puxando pela memória

Vamos lembrar a eles no domingo que neste ano também pode ter tri.

Na Nascar, pode?

Independentemente de toda a piada que a notícia pode gerar, é de causar estranheza a alegação do jornalista Renato Maurício Prado que impediria a suposta proposta de patrocínio do laboratório Pfizer, produtor do Viagra, ao C.R.F.

RMP diz que a legislação dos EUA não permite que laboratórios farmacêuticos façam publicidade de remédios. Pelo menos até 2005, o Viagra mantinha uma equipe na Nascar, o “Viagra Orange”, do veterano piloto Mark Martin.

Alguma peça está faltando neste quebra-cabeça.

Quem é Emerson?

A pergunta objeto do título do post tem, na verdade, uma duplo viés, como dupla parece ser a vida e obra do novo reforço do Flamengo para o setor ofensivo.Em primeiro lugar, o passado obscuro, com direito a exibição nas páginas policiais e a conflito diplomático bilateral, nos remete a dúvidas sobre o caráter deste atleta. Em um elenco tão desagregado e repleto de conflitos com salários atrasados e vaidades, nada pior seria alguém chegar com estas credenciais. Espero que eu esteja errado.

Afinal, o rapaz não só trocou a idade, mas também o próprio nome. E parece querer a todo custo representar uma seleção, seja ela qual for: além de toda a confusão que provocou ao atuar irregularmente pela equipe nacional do Catar, já havia tentado, sem sucesso, se nacionalizar japonês durante seu reinado na J-League. Freud pode explicar.

Como a Fifa não permite que jogadores atuem por uma seleção se já tiverem entrado em campo por outra, ainda que em categorias inferiores, Emerson, que jogou o Sul-Americano sub-20 de 1998, só pode entrar em campo pelo Brasil. O jeito é ser o artilheiro do Brasil em 2009 e pedir ao Dunga uma vaga na Copa no lugar do Adriano…

Devaneios à parte, o ceticismo ainda me domina. Emerson, ou Marcio, foi eleito o melhor jogador da J-League há longínquos seis anos e teve destaque há cinco, quando foi o artilheiro da competição também pelo Urawa Reds (cujos torcedores o tem como o grande ídolo antes de Washington, ex-Flu e agora São Paulo).

De lá para cá, Emerson atuou pelo Al-Sadd, no Catar. Por mais que Zico, Felipe e cia insistam, não acho que a liga deste expressivo país futebolístico possa me servir de referência. Sabe-se que os pouco se treina e se joga por lá, e muito se ganha.

O que se sabe é que o atacante falhou no momento em que poderia ter as portas abertas na Europa, a grande vitrine mundial. Em 2007, foi contratado pelo Rennes, da França, e teve a proeza de jogar apenas seis partidas, sem marcar nenhum gol.

Vejamos o que o site oficial do Rennes diz a seu respeito: “A aposta esportiva anunciada pela diretoria foi um fiasco. Artilheiro brasileiro desconhecido na Europa, Emerson brilhou nos campeonatos japonês e catari com uma série impressionante de gols. Aos 28 anos (?), ele desembarcou na França para tentar fazer seu nome em um clube onde os brasileiros jamais tiveram sucesso. Com um ataque recheado de opções, ele nunca se impôs ou nunca teve chance de fazê-lo. Cansado de esperar por uma chance, decidiu voltar ao Catar apenas quatro meses depois de sua chegada”.

Além de todas as dúvidas técnicas e morais que tenho a seu respeito, será que este camarada vai querer ficar no banco, e sem receber salários?

Tomara que contrarie todos os prognósticos. E faça disto a regra geral.

Idéias da Nação – parte 1: SÓCIOS

Movimentos, idéias, grupos, campanhas de arrecadação…

Um dos momentos mais críticos da história do Flamengo tem espontaneamente despertado em torcedores espalhados pelo Brasil e pelo mundo uma enxurrada de iniciativas em busca de soluções para os diversos problemas atravessados pelo clube.

Administração de dívidas, ações para a adesão de novos associados, geração de receitas, gestão para os esportes olímpicos, reforço nos laços com a torcida fora do Rio. São apenas alguns dos temas debatidos em blogs especializados no Flamengo, comunidades do orkut, lista de discussão de movimentos e de forums rubro-negros nas últimas semanas.

Pessoalmente, tenho participado ativamente dos comentários no blog da FlamengoNet (link no meus favoritos, à direita), a meu ver o melhor espaço de opiniões sobre o C.R.F. Abaixo, em apenas duas horas, transcrevo a fertilidade de sugestões sobre o tema SÓCIOS.

Trarei repetidamente a este blog as idéias eivadas pela massa no FlamengoNet e em outros espaços adequados. Vale como consulta daqueles que dirigem e dos próprios torcedores do Flamengo. Este brainstorm é mais do que produtivo. Vamos tentar compilá-los e trabalhar neles para que os pensamentos não se percam ao vento.

O Flamengo poderia lançar o torcedor off-rio, pagando uma taxa por mês para ter direito a comprar ingressos na hora do jogo, sei lá! algo simples, mas que beneficie os torcedores do interior.
Fabio | 19.03.09 – 2:14 pm | #

Poder-se-ia estabelecer algo como dez ou quinze jogos da temporada a serem disputados pelo time fora do Rio. Seja Brasileiro, Copa do Brasil, Sul-Americana. Reforçaria anualmente os laços da torcida nacional. O tour de jogos e locais poderia ser anunciado e os ingressos começassem a ser vendidos já no início do ano. Até lá, lojas itinerantes do Fla aportariam nas cidades 1 ou 2 meses antes do jogo. Como falta massa cinzenta neste marketing do Fla..
Paulo Lima / NY | Homepage | 19.03.09 – 2:29 pm | #

Que façam (a diretoria e o marketing) um sócio off rio com vantagens em compra de produtos , connhecer a Gávea , sei la qualquer coisa que estimule e de vantagens a esse Torcedor (mesmo que não tenha direito a voto , oque concordo).
Tridente – Investir na Base | 19.03.09 – 2:44 pm |

Paranaguá é uma cidade portuária, que fica a mais ou menos 100km de Curitiba. Somos maioria lá, conforme a pesquisa feita pelo “maior” jornal da cidade.
Nesse ponto, acredito que vc deve fazer a mesma pergunta que eu: “pq diabos não fazemos a pré temporada nessa cidade? Ou em ponta grossa (sic), que também tem uma numerosa torcida do Flamengo?”
Alex do triplex | 19.03.09 – 2:47 pm |

Hj em dia a coisa não é mais, por isso acho importante fazer quando possivel um ou outro jogo do brasileiro ou amistosos nestes locais. Seria importante para manter e tentar aumentar o nº de torcedores.
Estagiario Nunca+/MBallem | 19.03.09 – 2:54 pm | #

Eu faria este projeto de sócio off-Rio e casaria diversas ações pelo país com isso.

Por exemplo: pré-temporada em alguma cidade de fora do Rio, casada com ações para atrair novos sócios-torcedores nesta cidade. Sorteios pra ir conhecer o time, ingresso para o amistoso do Flamengo com o time local, aparições dos jogadores no quiosque de produtos oficiais montado no shopping.

Ou: você mora em SC, vai ter Avaí x Flamengo em Florianópolis – o sócio de lá concorre ou ganha ingresso pra este jogo (o clube pode comprar os ingressos pra isso do time da casa, o valor compensa).

Escolheria, a cada campeonato brasileiro, um número de jogos pra fazer em outras regiões do país – com direito a ingressos mais baratos e ações junto aos sócios-torcedores. Por exemplo: se vamos jogar com o Goiás no Serra Dourada, pode manter o time por lá uma semana e jogar em Brasília o jogo seguinte. E por aí vai.
Monnerat – Choque de ordem já! | Homepage | 19.03.09 – 3:12 pm | #
O Alex já deu essa sugestão aqui.

O time vai jogar no Paraná. Tem alguma escolinha licensiada por lá? Leva um ou dois jogadores pra visitar os garotos.

Aliás – sócio off-Rio tem desconto em escolinhas na sua cidade? Claro que não, mas devia.
Monnerat – Choque de ordem já! | Homepage | 19.03.09 – 3:14 pm | #

Algo que poderia ser operacionalizado com a Globosat (mas não sei como) seria dar ao OFF-RIO a condição de SÓCIO-TORCEDOR OFF-RIO, oferecendo desconto (ou até incluir o valor integral no pacote) a mensalidade paga do PPV (ainda é 30 contos?).

Não é o ingresso nem ver o jogo no estádio. Mas diante da impossibilidade de não poder estar lá, eu me daria por satisfeito.
Paulo Lima / NY | Homepage | 19.03.09 – 3:31 pm | #

Roberto, isso é bem relativo. Depende das outras vantagens, depende dos custos do projeto, depende dos preços dos ingressos, depende do tipo de vantagens que serão dadas na hora de suas compras…

Mas veja bem. Pega um cara que vá ao Maracanã uma vez por mês. Se ele pagar meia, por conta do sócio-torcedor, em um ingresso de arquibancada, isso vai significar pra ele uma economia entre 10 e 20 reais. Como a gente sempre fala aqui em valores entre 15 e 25 reais por mês para o preço do sócio-torcedor, isso quer dizer que em uma ida ao Maracanã o cara basicamente já compensa o que gastou de mensalidade.

Como é que você vai cobrar, de quem é de fora do Rio, o mesmo preço – sendo que esse não tem a mesma chance de compensar a grana indo fazer o que mais gosta, que é ver o Flamengo jogar?

Eu acho que cobrar a mesma coisa pros dois obviamente não faz sentido. Qual seria a diferença de preço, aí eu já estaria mais chutando do que qualquer coisa.

Paulo Lima, eu acho que daria pra negociar com a Globosat um desconto no PPV sim, ou ao menos uma degustação especial por um tempo pra quem fosse sócio-torcedor. Embora talvez pra isso o Flamengo tivesse que entrar com uma parcela do que ele clube estaria recebendo pelas mensalidades do PFC destes torcedores.
Monnerat – Choque de ordem já! | Homepage | 19.03.09 – 3:38 pm | #

Roberto, não é “elaborar dois projetos”, não é como se isso dobrasse o trabalho, o investimento, a logística. O São Paulo tem faixas diferentes de preço pra categorias diferentes de sócios-torcedores. O Grêmio, se não me engano, tem um preço diferente pra quem mora a X km de Porto Alegre… O Globo tem preços diferentes pra sua assinatura, de acordo com o pacote que você pega – só fim de semana, só meio de semana, sei lá. A Net tem pacotes diferentes de canais, por preços diferentes. Nada disso é nada demais.

O que eu digo é que o carro-chefe sempre vai ser a facilidade pra ir ao Maracanã. Então, é muito esquisito você simplesmente tirar o principal argumento de venda de um produto e querer que a pessoa pague a mesma coisa por ele.
Monnerat – Choque de ordem já! | Homepage | 19.03.09 – 3:46 pm | #

Eu entendo a discussão sobre o voto por conta da diferença de investimento que um tipo de sócio e outro faz no clube. Ou na diferença de interesse, já que o cara que paga caro quer que a piscina tenha toboágua, e o que mora barato tá se lixando pra isso.

Por isso, eu até acho que optaria por uma diferença de peso nos votos.

Mas eu acho também o seguinte: é obviamente mais importante que o presidente saiba lidar com a parte futebol do Flamengo do que com a parte clube social, então o certo é que as pessoas votem de olho no futebol mesmo. Por um motivo simples: a parte futebol é a que tem o orçamento na casa dos 100 milhões de reais, não o clube social.
Monnerat – Choque de ordem já! | Homepage | 19.03.09 – 4:00 pm | #

Gente, democracia não é tão complicado.

Você abre para o Off-Rio e cada candidato tem que buscar eleitores. Então, ele se apresenta e convence os eleitores. Quem se apresentar melhor, vence.

Isso encarece campanhas? Sem dúvida, mas democratiza a disputa.

Se vai ser melhor ou pior, não sei. Só sei que há mais de 20 anos é o sócio In-RIo que vota e a coisa piorou. Não que eu ache que seja culpa dos sócios, mas acho que pior do que está não vai ficar por termos mais adesões.

Pelo contrário.

E em QUALQUER CAMPANHA, apresentar propostas e buscar eleitores faz parte.
Tiago Cordeiro | Homepage | 19.03.09 – 4:03 pm | #

Monnerat,

Uma maneira hipotetica de resolver isto (embora não muito simples) seria mudar o estatuto num ponto: que o vice geral (que tem que tipo de atribuicao hj, fora substituir o titular) acumule a vice-presidencia social do clube.

Desta forma, os OFF-Rio votariam apenas para presidente e os IN-Rio, para presidente e vice…
Paulo Lima / NY | Homepage | 19.03.09 – 4:04 pm | #

Olha aí, uma das melhores sugestões sobre essa história de off-rio acabei de ler aqui, do Paulo Lima. Se o cara não precisa ter descontos pra ir ao estádio, já que mora longe dos estádios. Que tal ter descontos pra assinar o PPV? É um caminho, hein?
Pablo | 19.03.09 – 4:08 pm | #

Eu diria que o Socio Off Rio poderia contribuir com 15 reais por mes, que estaria de bom tamanho (a valores de hoje)…
Roberto-DF | 19.03.09 – 4:09 pm | #

Roberto,

Eu aumentaria este valor para uns 50 reais se incluisse pelo menos parte do PPV e se tivesse direito a outras ações promocionais (sorteio de produtos, revista, etc).
Paulo Lima / NY | Homepage | 19.03.09 – 4:10 pm | #

Acho q em relaçao a candidatura poderia se colocar uma clausula obrigando q a pessoa pra se candidatar tenha no minimo 5 anos de moradio no estado do Rio de Janeiro.
Thiago Amado | 19.03.09 – 4:15 pm | #

7 falácias sobre o mercenarismo rubro-negro

Independentemente da qualidade técnica, do atual momento que atravessam ou se merecem vestir o Manto por uma análise custo-benefício, uma coisa é certa: os jogadores NÃO são mercenários. Torço muito por eles no domingo, especialmente. Uma força oculta tenta dividir a torcida atribuindo também aos jogadores a má fase do time, e do clube. Ledo engano.

“Os jogadores ganham muito, até demais, não deveriam reclamar de atraso”.

Se ganham os altos salários que têm sido divulgados, é porque os valores foram discutidos e avalizados pela diretoria. Acordou, tem que pagar. E em dia. 

“Mas só porque eles estão sem receber vão render menos, propositalmente? E o amor à camisa? E o respeito à torcida?”

Por mais que eu adore onde trabalho, não consigo admitir que meu salário não esteja na conta quando tiver de estar. A cada dia de atraso, é certo que renderei menos, por algo que pode vir até do inconsciente. O profissional se desconcentra, é mais do que natural.

“Ah, mas os jogadores ganham uma fortuna, devem ter uma poupança invejável, não precisam se preocupar com dinheiro”.

Muitos do Flamengo, sim, ganham acima da media. Mas há atletas mais jovens que não são muito bem remunerados e têm ainda por cima de ajudar familiares. Mesmo os que recebem mais gastam por conta do que ganham. Aumentam-se as despesas conforme cresce o patamar salarial. Normal. Além disso, mesmo que tenham 1 milhão na poupança, é injustíssimo trabalhar sem receber.

“Mas a diretoria está fazendo o que pode, os jogadores têm de entender isso”.

Esse é o discurso que supostamente os dirigentes querem vender. Mas antes mesmo de 2009 começar o problema da liberação da verba da Petrobras se anunciava, o que me duvidar ser a tal crise financeira apontada como causa de todos os males a verdadeira responsável pela crise. Se a diretoria se prontificou a “manter o nível de competitividade do elenco” após a perda da vaga na Libertadores – conservando peças caras e com pouca utilidade (como Jônatas, Fierro, etc), que agora arque com as consequências. Se eu fosse jogador, não entenderia coisa nenhuma. Falta de planejamento total. 

“Por que os jogadores não se espelham no modelo do time de basquete, que foi campeão sul-americano com quatro meses de salários atrasados?”

Sabe aquele teu amigo de escritório, bem caxias, que chega uma hora antes do horário normal de expediente, que faz o café, que tira as cópias e põe na mesa do chefe antes mesmo de o boy responsável por isso fazê-lo? Um zé mané, não é? E imagine se seu chefe comece a gostar disto e comece a exigir que você faça o mesmo, sem nada a mais por isso? Injusto, não? Isto se chama inversão de valores. É o que acontece aqui. Embora ache louvável a determinação dos basqueteiros, não consigo vê-los como exemplo. Para mim, não há exemplo baseado em premissa prejudicada. Todos têm que receber e cobrar por isto. Seria absolutamente legítimo que se recusassem a jogar. No campo e na quadra.

“A porta da rua é a serventia da casa. Por que simplesmente não pedem o boné?”

A maioria dos jogadores poderia deixar o Flamengo, duvido que não tenham propostas de outros clubes (ou que não conseguiriam ser encaixados por seus empresários) – mesmo times menores, mas que pagariam menos e em dia. Mas ainda preferem apostar na visibilidade e no gigantismo do C.R.F., mesmo com a sombria perspectiva financeira da temporada. Insatisfação por insatisfação, seria mais fácil pedir para ser negociado. E nem precisaria esperar pelo prazo de 90 dias de atraso para liberarem-se do vínculo: assim como o Paraíba, quem chegar, leva. E a diretoria agradece.

“Mas o Flamengo é um clube de futebol, não uma empresa. Os jogadores têm de se esforçar pela torcida”

É louvável. Mas muitos se esforçam pelos torcedores. Não posso dizer que todos, mas a maioria. Acredito que as decepções na temporada (Resende, Tigres) foram por incompetência mesmo. É outra questão. Agora, a torcida é Linda, mas não enche barriga de ninguém.

Viva o 11 contra 11

Nos últimos dias, discuti muito nos fóros rubro-negros obre a caótica situação financeira e moral do C.R.F. Confesso que, talvez por ainda engatinhar nesta mobilização pelo clube, a profundidade e complexidade destes debates têm me dado dores de cabeça e até pesadelos. Sonhei anteontem mesmo que alguém tinha proposto algo absurdo e que todos os outros torcedores estavam dando força e eu estava me desdobrando em argumentos para contestar. Vai entender. Fato é que tudo isto me fez esquecer um pouco de como torcer ludicamente.

 ”É o meu maior prazer, vê-lo brilhar”, e isso se faz no campo-bola, como se diz no jargão do jornalismo esportivo. Não quero dizer, com isso, que devemos fechar os olhos para a dura realidade. Mas, como o Arthurzão mencionou no Urublog, domingo tem Flamengo x Vasco e não podemos deixar que todos os contratempos nos impeçam de nos empolgar por um jogo desta magnitude.

E quem sabe?

Quem sabe o Obina não desencante, cale os críticos, faça dois e volte a ser melhor que o Eto’o?

Quem sabe o Kleberson não entre no segundo tempo, tenha uma atuação de gala como em 2002 e garante sua vaga entre os 11 de Cuca?

Quem sabe Josiel não marque mais um ou dois e se solidifique como homem-gol rubro-negro em 2009?

Quem sabe Fierro e Jônatas não tenham chances de aparecer, joguem o que deles se espera e deem mais dores de cabeça ao técnico na montagem de nosso meio-campo?

Quem sabe Bruno não faça defesas milagrosas e marque mais um golaço de falta, aos 40 minutos do segundo tempo, e se mostre o goleiro que todos querem ver?

Quem sabe o Léo Moura não tenha mais uma chance de converter um pênalti, se redima do jogo contra o Tigres e se mostre 100% concentrado em seu momento no Flamengo.

Quem sabe Juan não brilhe outra vez contra o rival e seja ovacionado, em uníssono?

Quem sabe …

De uma forma ou de outra, o clássico pode, sim, ser um ponto de partida para a guinada do time de Cuca. Torço muito por isto. Pode também começar a mascarar os problemas, especialmente pela imprensa, que adora ver o Flamengo nos extermos. Vende notícia se estivermos no céu ou no inferno.

Mas aí cabe a nós, torcedores, filtramos as notícias e mantermos os pés no chão, mesmo se dermos um chocolate neles – o que seria fantástico. Nada estará ganho ou solucionado.

Crônicas de um rubro-negro à distância – parte 2

Paulo Lima

Como inaugurei em post do ultimo dia 9, compartilharei experiências do sofrimento rubro-negro à distância. Aguardo os depoimentos dos outros amigos que, como eu, residem no exterior, para publicá-los aqui no blog.

As dificuldades de se acompanhar os jogos e o dia-a-dia do Flamengo na Paris de 1995 eram absolutamente incríveis. Curioso imaginar que, há apenas 14 anos, não existia Globo Internacional, PFC TV, Justin TV, Globo Esporte.com, nem internet…

Aportei na França com uma última doce lembrança do Maraca: aquela final de Taça Guanabara em que Romário arrasou o Foguinho, com direito a presente do Márcio “Te Adoro”. Êxtase pura. Há quem diga que este foi o grande momento do Baixinho na Gávea. Mais do que no Carioca de 1996 ou de 99. Ë possível.

O Fla era semifinalista da Copa do Brasil. Por telefone, precariamente, soube da eliminação para o Grêmio. Era uma grande chance para chegar à Libertadores.

Mais curioso ainda foi como fiquei sabendo da tragédia na final do Carioca. Já sabendo de que a decisão seria contra o Fluminense, telefonei para o meu avô, um tricolor inveterado. para me informar do resultado, fruto do jogo acompanhado intensamente pela Rádio Globo..

- Oi meu neto, tudo bem? Como está Paris – atende a minha avó.
- Oi vó, estou com poucos créditos. Quanto tá o jogo?
- Meu querido, o jogo acabou.
- E quem venceu, vó?
- O Flamengo ganhou – disse ela.
- Sério? Ë campeão! – eu já exclamava.
- Vou passar aqui para o seu avô, que quer falar com você.
- Tá, vó.
- E aí, Paulo Henrique! O Flamengo ganhou. O Flamengo quase ganhou.
- Peraí, vô, quem foi campeão afinal?
- O Fluminense, com gol de barriga Renato!!.
- Mas espera aí…. (tu tu tu tu tu – e os créditos foram para o espaço).

Eu sabia que ele não estava mentindo. Estava na rua e sem dinheiro para comprar outro cartão internacional, que era muito caro. Eu achei naquela hora que a minha avó tinha tentado me poupar, me falando outra coisa. Mas eu queria saber a verdade, de forma objetiva, oras!

Só meses depois, por recortes de jornal, fiquei por dentro das circunstâncias da partida, com o gol de barriga no fim do jogo e que o empate nos favorecia.

Até hoje não sei se minha avó quis me poupar ou se também foi surpreendida pelo desempate nos minutos finais.

Preferi nem perguntar.